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Bebê morre no parto e mãe acusa hospital de violência obstétrica

A jovem relata que chegou a ser amarrada em uma maca

Por: Redação
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Uma jovem de 20 anos acusa um hospital de Olinda, na Grande Recife (PE), de negligência médica e violência obstétrica durante o trabalho de parto de sua filha, que morreu.

Larissa Ferreira da Silva conta que houve tentativa forçada de um parto natural em vez de uma cesariana no Hospital do Tricentenário. A jovem relata que chegou a ser amarrada em uma maca. O caso ocorreu no começo de novembro. As informações são do UOL.

violência obstétrica
Crédito: Reprodução/Twitter Bebê morre no parto e mãe acusa hospital de violência obstétrica

“Eu não queria procurar atendimento nesse hospital por causa da má fama. Cheguei a ir em uma unidade médica do Recife, mas o médico foi muito grosso, não me atendeu lá e eu tive que procurar ajuda no Tricentenário mesmo”, relatou a Larissa ao UOL.

A jovem estava grávida de 40 semanas da filha, Lunna. Ela foi ao hospital após sentir muitas dores e constatar que um líquido esverdeado saía dela.

“O médico que me atendeu disse que não eram dores de contração do parto. Só que ele fez o exame de toque e constatou que eu tinha cinco centímetros de dilatação, que minha bolsa tinha estourado e que estava perdendo muito líquido”, disse a jovem.

“Fui internada por volta das 23h. Por volta das 3h do dia seguinte (8 de novembro), o mesmo médico apareceu, fez um novo toque e viu que eu estava com nove centímetros de dilatação. Ele conseguiu escutar o coração do bebê, disse que a frequência cardíaca estava normal, foi embora e não apareceu mais. Eu gritava por socorro a madrugada inteira e só apareciam enfermeiras para fazer toques”, desabafou Larissa.

Apenas no dia seguinte, quando mudou a equipe de plantão, foi que um médico apareceu para ajudá-la. Entretanto, nesse momento, a jovem afirmou que os médicos já não escutavam os batimentos cardíacos da filha, e levaram Larissa para uma cesariana de emergência.

“Amarraram meus braços e eu perguntei o porquê. Disseram que era procedimento padrão. Ela nasceu e não ouvi o choro. Saiu todo mundo e me deixaram sozinha, amarrada, na sala de cirurgia. Uma enfermeira veio meia hora depois, disse que a pediatra ia falar comigo. Me levaram para o corredor e trouxeram minha filha toda arrumadinha, morta. Não souberam responder minhas perguntas nem me deram esclarecimentos”, afirmou.

Larissa registrou boletim de ocorrência acusando o Hospital Tricentenário de negligência médica e violência obstétrica.