Bolsonaro cutuca Globo sobre caso dos dólares: ‘Aguardando para o Fantástico’

Dario Messer, considerado o “doleiro dos doleiros”, afirmou ter repassado diversas vezes milhares de dólares em espécie para a família Marinho

Por: Redação
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais na tarde deste sábado, 15, para dar uma cutucada na Rede Globo no caso dos dólares.

“Aguardando para o Fantástico de amanhã”, escreveu o presidente, ironizando a delação do ‘doleiro dos doleiros’, Dario Messer, que afirmou que na década de 1990, entregou na sede da emissora carioca valores entre US$ 50 mil e US$ 300 mil, de duas a três vezes por mês.

Nas redes sociais, o simpatizantes aproveitaram a deixa para atacar a emissora. O assunto era um dos mais comentados na manhã deste domingo no Twitter:

Milhares de dólares

Em delação ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro na última quarta-feira, 12, Dario Messer, afirmou ter repassado diversas vezes milhares de dólares em espécie para a família Marinho, dona da Rede Globo.

De acordo com reportagem da revista Veja, publicada nesta sexta-feira,14, Messer disse aos procuradores que a entrega dos pacotes de dinheiro acontecia dentro da sede da emissora, no Jardim Botânico.

Doleiro
Crédito: Reprodução/TV GloboNas redes sociais, parlamentares bolsonaristas e apoiadores do presidente comemoraram a delação do doleiro Dario Messer

O “doleiro dos doleiros” revelou que um funcionário de sua equipe entregava de duas a três vezes por mês quantias que variavam entre US$ 50 mil e US$ 300 mil, diz a revista.

Durante a edição de ontem do “Jornal Nacional”, a Globo negou as acusações.

Nas redes sociais, parlamentares bolsonaristas e apoiadores do presidente comemoraram a delação do doleiro Dario Messer. A hashtag “rachadinha da Globo” chegou a ser o assunto mais comentado do do Twitter, na noite de ontem (veja mais abaixo).

O presidente Bolsonaro também não perdeu a oportunidade de atacar a emissora carioca, acirrando ainda mais a “guerra”. Nas redes sociais, ele calculou os pagamentos de US$ 300 mil supostamente feito por Messer aos irmãos Marinho por mês durante 30 anos: R$ 1,75 bilhão.

No mesmo momento da publicação, o “JN” apontava os esquemas de corrupção do clã Bolsonaro com a chamada “rachadinha” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e no Congresso Nacional, com o desvio de recursos públicos que deveriam ser destinados a servidores públicos para pagamento de despesas pessoais da família Bolsonaro.

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