Últimas notícias:

Loading...

Brasileira é brutalmente assassinada na Guiana Francesa

Familiares fizeram uma vaquinha online para repatriar o corpo de Romenia e enterrá-la no Tocantins

Por: Redação
Ouça este conteúdo

Uma brasileira foi brutalmente assassinada na Guiana Francesa na madrugada da última segunda-feira, 23. O autor do crime é o próprio marido da vítima, que também é brasileiro.

Romenia Brito, 28 anos, foi morta a facadas na frente de um dos dois filhos que moravam com ela em uma vila na divisa com Suriname. Aimar Lopes de Souza está preso. As informações são do G1.

Guiana Francesa
Crédito: Reprodução/Redes SociaisA brasileira Romenia Brito, 28 anos, foi morta a facadas na frente de um dos filhos na Guiana Francesa

A família ficou sabendo da morte de Romenia na manhã do crime ao tentar fazer contato com ela pelo celular.

“Eu mandei uma foto por volta das 6h40 e vi que ela ficou online horas antes, 4h26, e até estranhei porque costumava acordar mais tarde. Logo depois uma mulher me ligou do número dela [da irmã] e disse que minha irmã tinha morrido”, contou Holanda Brito Reis, de 26 anos, ao G1.

Vaquinha online

Familiares fizeram uma vaquinha online para repatriar o corpo de Romenia e enterrá-la em Buriti do Tocantins (TO).

O pai da tocantinense viajou hoje à Guiana Francesa para trazer os dois netos.

Segundo o G1, a família precisou pegar R$ 9 mil emprestado para comprar passagem até Paramaribo, capital do Suriname.

Entenda o que é feminicídio

Por dia, três mulheres são assassinadas, vítimas do feminicídio, no Brasil. A cada dois segundos, uma mulher é agredida no país. Quase 80% dos casos, os agressores são o atual ou o ex-companheiro, que não se conformam com o fim do relacionamento.

O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher ou em decorrência de violência doméstica. Quando o assassinato de uma mulher é decorrente, por exemplo, de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de uma briga entre desconhecidos ou é praticado por outra mulher, não há a configuração de feminicídio.

Para ser considerado feminicídio, o crime tem que se encaixar em dois tipos de casos:

Violência doméstica ou familiar

Quando o crime resulta ou é praticado juntamente à violência doméstica,  o homicida é um familiar da vítima ou já manteve algum tipo de laço afetivo com ela.

Esse tipo de feminicídio é o mais comum no Brasil, ao contrário de outros países da América Latina, em que a violência contra a mulher é praticada por desconhecidos, geralmente com a presença de violência sexual.

Além dos altos índices de homicídio de mulheres, existem ainda muitos casos de estupro e lesão corporal gerada por violência doméstica.

Menosprezo ou discriminação contra a condição da mulher

Quando o crime resulta da discriminação de gênero, manifestada pela misoginia e pela objetificação da mulher, geralmente com a presença de violência sexual.

Meta a colher, sim!

Os casos de violência doméstica denunciados podem frear os números de casos de feminicídio no Brasil. É ou conhece alguém que sofre qualquer tipo de violência? Saiba onde e como denunciar neste link.


Campanha #ElaNãoPediu

Nenhuma mulher “pede” para apanhar. A culpa nunca é da vítima. A campanha #ElaNãoPediu, da Catraca Livre, tem como objetivo fortalecer o enfrentamento da violência doméstica no Brasil, por meio de conteúdos e também ao facilitar o acesso à rede de apoio existente, potencializando iniciativas reconhecidas. Conheça a nossa plataforma exclusiva.