Chico Pinheiro é corrigido ao vivo após dizer que agressor não é bandido

Para o o jornalista Chico Pinheiro, homem condenado a cinco anos de prisão por agredir mulher é apenas um "covarde"

Por: Redação | Comunicar erro

Entre algumas das definições encontradas para a palavra “bandido”, uma delas é o ato  “fazer algo contra os interesses de uma pessoa”. Apesar disso, o jornalista Chico Pinheiro protagonizou uma situação desconfortável durante apresentação do programa matinal “Bom Dia, Brasil” desta quarta-feira e foi repreendido pela colega de bancada, Ana Paula Araújo.

Tudo começou quando Chico fez um comentário sobre a sentença de Anderson Lúcio de Oliveira, responsável por agredir a cotovelada a auxiliar de produção, Fernanda Regina Cézar, causando traumatismo craniano. Julgado, o agressor foi condenado a cinco anos de regime semiaberto.

Ao opinar sobre o crime, o jornalista alegou que o agressor não é bandido. “É covarde”, comentário que gerou discordância entre os âncoras, ao que Ana Paula despondeu: “Bandido e covarde”. Nas redes sociais, o incidente rendeu o debate sobre a opinião do jornalista, que lhe rendeu uma série de acusações:

 

Veja como denunciar a violência doméstica

No Brasil há um número específico para receber esse tipo de denúncia,180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e a ligação é gratuita. Há atendentes capacitados em questões de gênero, políticas públicas para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

O Conselho Nacional de Justiça do Brasil recomenda ainda que as mulheres que sofram algum tipo de violência procurem uma delegacia, de preferência as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e nos centros de referência de atendimento a mulheres.

Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.

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