Cinema da Geórgia
Pela primeira vez no Brasil, será realizada a mostra Cinema da Geórgia: um século de filmes que exibirá os 12 melhores longas da história do cinema produzidos na república do Cáucaso. A proposta pretende promover o início de um diálogo cultural entre Brasil e Geórgia.
A Mostra será realizada de 15 a 27 de dezembro no Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo.
Além da exibição dos filmes, haverá um debate logo após a sessão do filme O Grande Vale Verde (Big Green Valley), dia 15, terça, às 19h, com o diretor georgiano Merab Kokochashvili e o ator e tradutor Irakli Gioshvili. O debate abordará temas como “O Cinema Georgiano de Vanguarda dos Anos 20”, “O Cinema Georgiano dos Anos 60” e “Parajanov”.
Outros destaques:
Minha Avó, de Kote Mikaberidze – filme mudo de 1929, censurado por quarenta anos e um exemplo fascinante da mistura entre futurismo e construtivismo, com imagens sátiro-grotescas;
Sal para Svanetia, de Mikhail Kalatozishvili (ou Mikhail Kalatozov, diretor do clássico Sou Cuba) – filme de 1930, escolhido para abordar a relação entre morte e vida. Apresenta um período de mudança radical que marcou os anos 60;
Alaverdoba, de Giorgi Shengelaya – longa de 1962, primeiro exemplo de como personagens passivos não necessariamente beiram o conformismo; outros que vêm marcados com a mesma tônica: Uma Exposição Extraordinária, de Eldar Shengelaya, filme de 1968; Novembro, de Otar Iosseliani, de 1967; Pirosmani,, de Giorgi Shengelaya, de 1969; O Grande Vale Verde, de Merab Kokochashvili, e Era Uma Vez Um Pássaro Negro, de Otar Iosseliani, de 1970;
A Lenda da Fortaleza de Suram, de Sergei Parajanov, de 1984, que, com poucos diálogos e surrealismo em abundância, mostra o estilo incomparável e mágico deste grande mestre, numa história de exílio, pobreza, servidão e assassinato, permeada por elementos sobrenaturais, histórias dentro de histórias, e um final quase flutuante, celebrando a resistência e a cultura. Filme foi o vencedor do prêmio da crítica na 11ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (1987);
Medo de Matar, de Dito Tsintsadze, de 2003, recebeu o Golden Shell no Festival de Cinema de San Sebastián e o Prometeu de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Tbilisi.