Cliente se recusa a ser atendida por vendedores negros em shopping e causa indignação popular

Episódio de racismo acontece em um shopping de Salvador; confira o vídeo

Por: Redação | Comunicar erro

Na noite da última terça-feira, 29 de setembro, um incidente envolvendo discriminação racial, mais uma vez, escancarou o que no Brasil é conhecido como racismo velado. O episódio aconteceu em um shopping da capital baiana, Salvador, que atende pela título de cidade mais negra do mundo fora da África. No país mais negro do mundo fora da África.

Segundo matéria publicada pelo jornal Metro1, que recebeu informações de um leitor presente na ocasião, uma mulher se recusou a ser atendida por vendedores negros no Shopping Barra e causou indignação de quem passava por lá. Primeiro, dispensou o atendimento de uma manicure em um salão de estética e , logo depois, um vendedor da loja Fast Shop; tudo porque se tratavam de pessoas negras. Não satisfeita, a cliente ainda xingou o segurança da loja de eletrônicos de “macaco”, que resolveu então chamar a polícia. “Ela disse para um vendedor negro da Fast Shop que ele deveria ser motorista de traficante”, relatou o leitor.

Reprodução
Em fevereiro deste ano, chacina do Cabula, na periferia de Salvador, vitimou 12 pessoas durante ataque policial

Com o bate-boca entre os envolvidos, anônimos se revoltaram com a situação e a cliente racista buscou refúgio em uma loja de roupas, colocando-se na condição de vítima. Mesmo com a chegada da polícia, ainda se recusou a sair da loja, alegando temer a reação das pessoas que protestavam contra a situação de racismo.

Convencida a sair após um tempo, a ciente racista deixou a loja escoltada sob gritos indignados da população. Foi levada à Central de Atendimento ao Cliente (CAC), onde um grupo ainda a seguiu cobrando explicações.

Shopping repudia ato de preconceito

Em nota enviada ao Metro1, a assessoria do Shopping Barra ressaltou que repudia qualquer ato de preconceito de raça, que caracteriza violação aos direitos da personalidade e dignidade da pessoa. Também afirmou que preza pelos princípios éticos que caracterizam cerca de 25 anos da empresa e estão de acordo com o art. 1º, III da Constituição da República de 1988.

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