Criminoso acusado de transmitir HIV propositalmente a mulheres é preso no RJ
Acusado de transmitir HIV propositalmente, homem chegou a dizer para uma das vítimas que marcaria sua vida
Condenado em 2018 por transmitir o vírus do HIV de forma intencional a duas mulheres, Renato Peixoto Leal Filho, de 50 anos, foi preso na última segunda-feira, 24, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Localizado com base em informações cedidas ao disque-denúncia, ele foi detido por agentes da Divisão de Capturas da Polícia Federal em operação conjunta com agentes da Polícia Civil.
Sentenciado a sete anos de prisão sob acusação de infectar duas mulheres com quem teve relações sexuais, Renato não contava às vítimas sobre a doença e não utilizava preservativo nas ocasiões.
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Segundo relatos, ele se apresentava como empresário e abordava as vítimas em redes sociais. A uma delas chegou a falar que “marcaria sua vida” de acordo com depoimentos.
Preso em 2017, Renato conquistou direito à prisão domiciliar em 2019, mas após a Câmara Criminal aumentar sua pena para 13 anos de reclusão, e expedir um novo mandado de prisão, passou a ser considerado foragido desde maio deste ano.
Prevenção e conscientização
A conscientização do uso de preservativos, o aumento do rigor nos testes de sangue e os medicamentos que, apesar de não curar, dão condições de vida a quem foi infectado com o HIV foram cruciais para estabilizar os casos de Aids no planeta.
De 2000 a 2019, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), novas infecções pelo HIV caíram 39%, e as mortes relacionadas ao vírus foram reduzidas à metade.
No Brasil a situação é diferente: o número de casos registrados entre 2010 e 2018 de infecção por HIV, de acordo com o Unaids, a agência especial da ONU, apresentou 21% de aumento. A média do resto do mundo no mesmo período registrou uma queda de 16%.
O número é tão relevante que a América Latina teve 7% de aumento graças ao Brasil. Sem os brasileiros, a região teria registrado queda de 5% nos novos casos.
Conforme levantamento do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, a taxa de detecção de casos dobrou entre os homens de 20 a 24 anos e quase triplicou entre 15 e 19 anos.
Vale lembrar que não se pega HIV com beijo, aperto de mão ou abraço, nem por compartilhar sabonete, toalha, lençóis, talheres e copos ou pelo contato com suor e lágrima.
Caso queira fazer um teste, no Brasil, estão disponíveis os exames laboratoriais e os testes rápidos, que ficam prontos em 30 minutos e são feitos com uma gota de sangue ou com fluido oral. Saber que possui o HIV é importante para buscar rapidamente pelo tratamento, o que representa aumento da qualidade de vida.