Dia da Mulher: o que as mulheres REALMENTE querem em 8 de março?

Texto escrito por Marcela De Mingo e publicado no Superela

Por: Superela

O dia 8 de março é conhecido como o Dia da Mulher – e muita gente acredita que esta é uma data de comemoração. Porém, a verdade é que ele é marco de luta, um dia que celebra todas as vitórias que as mulheres conseguiram ao longo das últimas décadas.

A gente sabe que muita coisa já mudou desde que o movimento das sufragistas começou a falar em direitos femininos, lá nos anos 1890, na Nova Zelândia (o primeiro país a ceder os direitos de voto às mulheres). Mas é inegável que ainda temos um longo caminho para percorrer.

Por isso fomos até o nosso grupo no Facebook, o #superelas, saber como as mulheres gostariam de ser tratadas daqui para frente, e percebemos um denominador comum: respeito. Isso significa que, se as mulheres estão pedindo por respeito, porque não se sentem respeitadas.

Além disso, elas pedem por igualdade. Ou seja, as nossas leitoras querem ser tratadas da mesma forma como os homens. O que significa, também, que elas não se sentem assim, atualmente. Elas não acreditam que são tratadas com igualdade. De onde será que vem tudo isso?

Dia da Mulher vs. Machismo de todo dia

Na última semana, o Ministério do Trabalho tentou fazer uma ação de Dia da Mulher que, a gente imagina, eles esperavam que tivesse um retorno positivo. Porém, o que aconteceu foi o contrário. O assunto acabou sendo gancho para as mulheres falarem nas redes sociais como é a realidade de ser mulher e trabalhadora no Brasil, o que representa exatamente tudo aquilo que queremos passar com este texto.

A pergunta foi a seguinte: “O que é ser trabalhadora para você?”. Mas as respostas não foram do tipo “é correr atrás dos meus sonhos”, como o ministério propunha: “É não ter o teu salário igualado ao colega homem que tinha menos funções que você porque você não é ‘chefe de família’”, escreveu uma usuária. “É ser mandada embora do serviço porque seus subordinados ‘não aceitam ordem de mulher’”, disse outra.

“É ser taxada de cabeça dura e com ‘personalidade forte’ por adotar a exata mesma postura de um homem que é visto como diligente e assertivo”, explicou uma terceira.

Tudo o que essas mulheres apontaram são comportamentos machistas, são tratamentos sem repeito e que reforçam a desigualdade, porque colocam a mulher em uma posição diferente (e inferior) aos homens. Um homem não aceitar ordens de uma mulher no trabalho significa que ele não a respeita, portanto, também não a vê como igual.

E isso é comprovado até mesmo com números…

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