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Dois hospitais se negam a fazer aborto de vítima de estupro

Mulher foi orientada a manter a gravidez após pedir ajuda no Pérola Byington

Por: Redação

Uma mulher, que teve sua identidade preservada, relatou um drama que sofreu ao tentar fazer um aborto após sofrer um estupro e ser rejeitada por dois hospitais, entre eles o Pérola Byington, referência nacional no atendimento à mulher.

Mãe de dois meninos, de 2 e 8 anos, a moça foi vítima de abuso sexual dentro do bar que mantinha em São Paulo (SP), e ao descobrir que estava na 19ª semana de gestação, procurou ajuda profissional e foi orientada a não interromper a gravidez.

Segundo Datafolha, 4 em cada 10 brasileiros apoiam a proibição total do aborto no Brasil
Crédito: IstockSegundo Datafolha, 4 em cada 10 brasileiros apoiam a proibição total do aborto no Brasil

“Passei por uma psicóloga e uma assistente social. Contei, de novo, minha história. Quando cheguei na ginecologista, ela tentou me convencer a ter a criança e doar para uma família. Ou tê-la em outro Estado”, declarou ao site “Universa”, do “Uol”. “[…] Por último, ela disse que eu já estava com 20 semanas de gestação, e não poderia. Minha vontade era de me matar”, completou.

Contudo, a tal profissional passou informação errada, pois a vítima estava com 19 semanas e cinco dias e a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que limita o ingresso para atendimento ao aborto previsto em lei com 20 semanas ou com peso fetal menor que 500 gramas – fato que se encaixava com o perfil da gestante.

Depois deste episódio, ela foi encaminhada para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, onde teve seu direito negado mais uma vez.

Já no terceiro hospital, que pertence ao município e teve seu nome preservado, a equipe médica constatou que a idade gestacional da vítima ainda estava no limite permitido por lei e ela conseguiu, finalmente, fazer o aborto.

Enquanto isso, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde deu duas versões para o caso. Uma equivocada, dizendo que o aborto é feito até a 12ª semana de gestação. Porém, disseram depois que a vítima foi avisada dos riscos que correria e que a criança já pesava quase 500g – o que também não era verdade.

Por fim, eles ainda negaram que a ginecologista do Pérola Byington tenha tentado convencer a paciente a manter a gestação.

Confira a matéria completa no link.

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