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Doria chama Bolsonaro de ‘louco’ em entrevista à BBC

"Faltam vacinas, seringas e leitos de UTI. Não há coordenação nacional para combater a pandemia no Brasil", afirmou o governador de São Paulo

Por: Redação
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou durante entrevista em inglês ao BBC World News, canal internacional de notícias da BBC, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é “um cara louco”.

Em entrevista à BBC Doria chama Bolsonaro de 'louco'
Crédito: ReproduçãoDoria chama Bolsonaro de ‘louco’ em entrevista à BBC

“Ele é um cara louco. Hoje mais cedo, Bolsonaro atacou governadores e prefeitos que foram comprar vacinas e ajudar o país a acabar com essa pandemia. Ele disse que temos de ser fortes, que deveríamos parar de chorar e enfrentar o problema. Como podemos enfrentar o problema vendo pessoas morrerem todos os dias?”, disse Doria ao apresentador Lewis Vaughan Jones.

“O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro contribui para isso”, continuou, afirmando que o sistema de saúde brasileiro está à beira do colapso.

Dória deu a entrevista de máscara, num palanque a hashtag em inglês WeNeedVaccines, que em tradução livre significa “#PrecisamosDeVacinas”.

“Faltam vacinas, seringas e leitos de UTI. Não há coordenação nacional para combater a pandemia no Brasil. O sr. Bolsonaro continua enfraquecendo os protocolos de saúde, tornando mais difícil acabar com essa pandemia. Na verdade, só está piorando”, disse Dória que continuou: “Infelizmente, o Brasil tem de enfrentar dois vírus no momento: o coronavírus e o ‘Bolsonarovírus’. Uma tristeza para os brasileiros”.

O apresentador confrontou o governador de São Paulo com o argumento, usado por Bolsonaro, de que as medidas de distanciamento e isolamento social usadas para combater a disseminação do novo coronavírus provocam perdas irreparáveis para a economia, Doria foi incisivo: “Antes de salvar a economia, temos que salvar vidas”.

Doria também foi questionado se disputaria as eleições de 2022 contra Bolsonaro. O governador foi direto: “Precisamos salvar vidas, não é hora de discutir eleições no Brasil”.

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