Últimas notícias:
Loading...

Gilberto Gil questiona Drauzio Varella sobre bissexualidade

O cantor entrevistou o renomado profissional da área da saúde para seu novo programa no Canal Brasil, que estreia em Setembro

Gilberto Gil e Drauzio Varella
Gilberto Gil e Drauzio Varella

O cantor Gilberto Gil continua dando sequência às gravações do programa “Amigos, sons e palavras”, que passará a apresentar a partir de setembro no Canal Brasil. Em recente entrevista com um dos convidados da atração, Drauzio Varella, o músico questionou o médico sobre a bissexualidade, que, por sua vez, surpreendeu na resposta.

“Somos todos bissexuais?”, pergunta o cantor. Drauzio ri, meio sem graça, e o artista complementa: “Nasci de um pai e uma mãe, portanto, tenho os dois dentro de mim…”.

Varella, então, responde ao questionamento do entrevistador: “De alguma forma sim”, fala. “A sexualidade masculina se resume à penetração. Homem que penetra outro é considerado homem. Já a feminina se manifesta de forma complexa”, continua.

“Na cadeia feminina em que trabalho, 70% das mulheres têm relações de maneiras diferentes. Lá pode tudo, não se pode reprimir. A mulher precisa ir para a cadeia para conhecer a verdadeira liberdade sexual. Lá, ela pode ser o que quiser, na rua, jamais”, afirmou o médico.

Gilberto Gil e Drauzio Varella
Gilberto Gil e Drauzio Varella

Leia também: Visibilidade Bissexual: veja 23 artistas bi

Em outro momento da conversa, Gilberto Gil questiona Drauzio Varella sobre a legalização das drogas e ele responde. “A sociedade lida com esse problema de uma forma irresponsável. Esse critério de guerra às drogas, de pôr na cadeia… Olha como estamos!”, critica.

“Se um menino que cheirou cocaína chega no pronto-socorro passando mal, será tratado de qualquer jeito, até pelos médicos. Mas se chega um diabético que comeu meio bolo de chocolate, todo mundo fala: ‘Coitado, tem diabetes’…”, completa.

Varella faz ainda um parâmetro com o cigarro: “A droga mais difícil de largar é a nicotina. Proibimos o cigarro? Não. A única forma de lidar com as drogas é educar, criar campanhas. Não dá para jogar na cadeia gente que não tem comportamento violento”, afirma.

Com informações do jornal O Globo

Leia também: