Ex-presidiário detém segurança da CPTM que tentou abusar de passageira

Por: Redação

Nesta quarta-feira, horas após deixar a cadeia onde cumpriu pena sob acusação de roubo, Robson de Almeida Olavo prendeu um segurança da Companhia Metropolitana de Trens Urbanos (CPTM), acusado de tentar atacar sexualmente uma passageira dentro de trem da empresa, próximo à Estação Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. As informações são do site Brasil Post.

O segurança da CPTM, Cleber dos Santos Silva, 41 anos, detido por volta das 20 horas, estava de folga e sem uniforme. A vítima estava com duas amigas, que testemunharam a tentativa de ataque e a reação de Robson.

Reprodução/Wikipedia/Tiago Costa
O ex-presidiário relatou que não teve dúvidas em reagir ao crime e deter o segurança da CPTM

Segundo declaração do delegado Osvaldo Nico Gonçalves, Olavo cumpriu pena sob a acusação de dois roubos e estava com a cópia do alvará de soltura no bolso. Na delegacia, o ex-presidiário relatou que não teve dúvidas em reagir ao crime e dar uma gravata no pescoço do agressor para detê-lo. Além disso, ele disse que o segurança da empresa entrou no vagão e decidiu mostrar o pênis para a vítima, que gritou.

Robson de Almeida Olavo segurou o acusado imobilizado até o trem parar na próxima estação e os seguranças aparecerem. Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na Barra Funda, Zona Oeste da cidade.

A Polícia Civil registrou o caso como “importunação ofensiva ao pudor e ato obsceno”, delitos cuja pena somada é inferior a dois anos de detenção, o que deve deixar Cleber dos Santos Silva em liberdade.

Veja como denunciar a violência doméstica

No Brasil há um número específico para receber esse tipo de denúncia,180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e a ligação é gratuita. Há atendentes capacitados em questões de gênero, políticas públicas para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

O Conselho Nacional de Justiça do Brasil recomenda ainda que as mulheres que sofram algum tipo de violência procurem uma delegacia, de preferência as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e nos centros de referência de atendimento a mulheres.

Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.

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