Grupo passa dos 3 mi de mulheres. Agora quer 4 milhões até sábado

Meta agora é chegar aos 4 milhões até sábado

Por: Redação Comunicar erro

Às 19hs de hoje, dia 24,  o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” alcançou a marca de 3 milhões de seguidoras.

Agora, a meta é chegar aos 4 milhões até o dia 29, quando mulheres fazem manifestações de rua por todo o Brasil.

O grupo viralizou nas redes sociais

O movimento ganhou notoriedade mundial não apenas pela rapidez das adesões, mas por ter inspirado a hashtag #EleNão depois da invasão dos hackers.

Mas as invasões não pararam até hoje. Agora os invasores usam táticas diferentes. Homens assumem perfil de mulheres para serem aceitas. Ou mulheres mudam o seu perfil para que se mostrem favoráveis ao deputado.

Com isso, o processo de aceitação de novas seguidoras está muito lento, já que as moderadoras têm de ser ainda mais criteriosas. Nos últimos dias, as moderadoras estão tentando fazer uma faxina na página, mas continuam a chegar pedidos de entrada de centenas de infiltrados.

O grupo de Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” sofreu ataques de hackers  – o site teve de sair do ar, mas voltou com a ajuda do Facebook. Depois, em meio à faxina, voltaram as adesões.

Uma  moderadora também foi ameaçada via Whatsapp. A mensagem do invasor dizia que ela deveria sair do grupo ou seus dados também seriam expostos. Em seguida, suas informações pessoas foram enviadas pelo aplicativo como prova de que não estavam para brincadeira.

Print dos ataques
Crédito: Reprodução / WhatsAppUma das administradores recebeu ameaças via WhatsApp

Por meio do perfil da administradora hackeado, ofensas aos membros do grupo foram postadas na página. “Esquerdistas de merda” foi um dos xingamentos enviados às integrantes. “O grupo é plural e voltado à mulheres de diferentes posicionamentos políticos”, ressaltam.

Print dos ataques
Crédito: Reprodução / FacebookOs hackers usaram o perfil de administradoras do grupo para fazer os posts

O grupo teve o nome alterado mais de uma vez para “Mulheres Com Bolsonaro”, e a descrição e capa da comunidade foram alteradas através de uma terceira moderadora que teve seu perfil na rede social invadido.

“É de conhecimento geral que os apoiadores do fascismo utilizam-se dos meios mais sórdidos para tentar calar aqueles que não aceitam passivos a disseminação do discurso de ódio proferido pelo candidato que fazemos frente de resistência absoluta”, afirmam as responsáveis pelo grupo.

Print dos ataques
Crédito: Reprodução/FacebookO grupo teve seu nome alterado mais de uma vez

“Mulheres ocupando espaços de fala nas redes sociais e na mídia, ocupando as ruas e exigindo o devido respeito aos seus direitos conquistados incomoda e muito aqueles que nos querem caladas e submissas, trancadas na esfera do privado, encarceradas. A nossa voz definitivamente não será amordaçada! Não recuaremos um segundo sequer perante ameaças! Sofremos constantes tentativas de silenciamento, assediadas diariamente, somos ameaçadas de estupro, de morte, de termos nossos nomes e informações expostas”, ressaltam elas.

As administradoras do “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” ainda reiteram que não vão revidar aos ataques. “Revidar com o ódio, não nos pertence! Não atacamos e nem atacaremos de volta, não queremos nos assemelhar aqueles que tanto repudiamos e de quem estamos tentando proteger nosso país.”

“Nossa resposta será nas urnas, onde iremos mostrar a força das mulheres, pois nossa união não é feita através da violência, mas na certeza de que juntas somos mais fortes e que temos o poder de direcionar nosso país para longe de um discurso racista, misógino e homofóbico”, finalizam.

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