Guarda mata ciclista em frente à família e alega legítima defesa

Esposa da vítima testemunhou fato e diz que não houve motivo para disparos

Por: Redação
Crédito: Reprodução: G1Homem foi morto com três tiros por guarda civil durante passeio com família

O comerciante Antonio Ramos Paiva Ferreira, conhecido como Ramirys, 29, morreu na noite de domingo, 3, após ser atingido por três disparos efetuados por um Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande, litoral de São Paulo, que alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, a esposa da vítima, Mirelle Pinheiro de Souza, testemunhou a ação e alegou em entrevista ao G1, publicada na terça-feira, 5, que a não houve motivo para a morte do marido.

Segundo a polícia, durante patrulhamento guardas presenciaram discussão entre Antonio, que estava em sua bicicleta, e um motorista. O ciclista teria sido fechado pelo motorista e, como não houve danos, ambos foram liberados. O guarda que efetuou os disparos relatou no boletim de ocorrência que Antonio teria continuado no local e passou a ofendê-lo, tentando tirá-lo de dentro da viatura.

O GCM alegou ter usado gás de pimenta para tentar conter Ferreira, que lhe deu dois socos. Segundo ele, Antônio teria tentado se apoderar de sua arma e, durante o embate, o guarda disparou.

A versão apresentada pela Guarda Civil Municipal de Praia Grande é contestada no depoimento da esposa de Antônio, Mirelle Pinheiro de Souza, que testemunhou a ação.

Ela relata que o marido estava em uma bicicleta e ela em outra, carregando o filho do casal, de dois anos, quando um motorista de carro os atingiu na ciclovia. “O guarda mandou o motorista que bateu na gente ir embora. Meu marido perguntou: ‘Aqui não é ciclovia? Então quem está errado?’” conta Mirelle.

Segundo ela, o GCM que matou Antônio estava alterado e xingou seu esposo, que revidou os xingamentos, mas não deu socos no guarda ou nem tentou subtrair sua arma.

“Na hora eu só fiquei chamando o meu marido, falando pra deixar para lá. Foi só o tempo de eu dar duas pedaladas e já dispararam três vezes. Ele atirou na cabeça. Meu filho de dois anos viu tudo. Só quero que esse guarda não fique impune porque meu marido não fez nada e ele atirou para matar”, disse Mirelle ao G1.

Em nota, a prefeitura informou que “o guarda envolvido foi afastado para a apuração “. Leia a matéria completa.

No estado de São Paulo, a violência policial mata mais homens, negros e jovens do que vítimas de homicídio doloso, segundo pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança:

Compartilhe:

1
Joice Hasselmann fala sobre o Pavão Misterioso e o Gabinete do Ódio
Pavão Misterioso, Gabinete do Ódio de Bolsonaro e muitas outras questões foram abordadas no depoimento da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) …
2
Os principais pontos do pacote anticrime de Moro aprovado pela Câmara
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 4, o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro. O conjunto de …
3
Tudo o que se sabe sobre a ação policial em Paraisópolis
No último domingo, 9 jovens morreram supostamente pisoteados durante ação realizada pela Polícia Militar na comunidade de Paraisópolis, em São …
4
PSL pune postura de Eduardo Bolsonaro e de outros 17 parlamentares
O diretório nacional do Partido Social Liberal (PSL) decidiu na terça-feira, 3, punir 18 parlamentares acusados de articular o afastamento …
5
Presidente da Funarte diz que rock leva ao aborto e ao satanismo
O músico Dante Mantovani, nomeado nesta segunda-feira, 2, como o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), possui um canal …
6
Trump decide retomar taxação ao Brasil após desvalorização do real
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um post em sua rede social anunciando o retorno das tarifas de …
7
Entenda todos os desdobramentos das prisões em Alter do Chão
Os quatro brigadistas que haviam sido presos preventivamente na operação Fogo de Sairé, da Polícia Civil do Pará, deixaram a …
8
Ajude a manter vivo o sonho da única orquestra do mundo criada e manti
A Orquestra Sinfônica de Heliópolis é a única orquestra sinfônica do mundo mantida numa favela. Mensalmente são mais de 1.300 …