Homem que fez ofensas racistas a motoboy já atacou carro de vizinha

O pai de Mateus Abreu Almeida Prado Couto chegou até a registrar processo judicial, alegando que o filho sofre de esquizofrenia

Por: Redação

O contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto, 31 anos, homem que fez ofensas racistas a um motoboy em Valinhos, no interior de São Paulo, foi flagrado há dois anos tacando pedra em um carro no condomínio onde mora. A cena foi exibida no domingo pelo “Fantástico”.

Após o episódio, a vizinha que teve o veículo danificado se mudou porque ficou com medo do contabilista.

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Crédito: Reprodução Mateus Abreu Almeida Prado Couto dispara frases racistas contra o entregador Mateus Pires

A reportagem do “Fantástico” conversou com um psiquiatra que já cuidou de Mateus Prado, que confirmou que o rapaz sofre de esquizofrenia paranoide. Porém, um outro especialista ouvido pela reportagem disse que é preciso fazer uma investigação.

“Aparentemente, esse rapaz não estava em surto psicótico. Ele tinha capacidade mental, cognitiva, afetiva e ideal do controle que é demonstrado pelas atitudes, expressão verbal e gestos pelo vídeo”, disse Paulo Clemente Sallet, psiquiatra do Hospital das Clínicas, da USP (Universidade de São Paulo).]

O jovem agredido, o motoboy Mateus Pires, registrou boletim de ocorrência pelos ataques racistas de Mateus Abreu Almeida Prado Couto.

De acordo com informações da jornalista Andreia Sadi em seu Twitter, o entregador continuou sendo humilhado pelo agressor mesmo quando os policiais chegaram ao condomínio de alto padrão em que se deu a ocorrência.

Racismo: saiba como denunciar e o que fazer em caso de preconceito

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No Brasil, há uma diferença quando o racismo é direcionado a uma pessoa e quando é contra um grupo. Entenda mais. 

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