IBGE: número de mulheres responsáveis pela família sobe de 22% para 37%; salário é 68% menor que o dos homens

Assista ao documentário "Severinas" que mostra a realidade das mulheres do Nordeste e veja dicas de empreendedorismo

Por: Redação
Howard R. Hollem/ Domínio Público
Mulher trabalha em fábrica nos anos 40. Imagem ilustrativa

Segundo a pesquisa Estatísticas de Genêro 2014 do IBGE, que compilou dados do censo de 2000 a 2010,  aumentou a participação das mulheres na renda familiar, mas elas ainda enfrentam desigualdade salarial.

O número de mulheres responsáveis pela família subiu de 22% para 37% no período. E a participação médias das mulheres na renda familiar é de 40,9%.

O aumento da participação feminina na renda familiar foi de 68%. em uma década.

Reprodução/Severinas
Trecho do documentário “Severinas”

Zonas rurais e pobreza

Nas áreas rurais, a participação da mulher é um pouco maior do que a média nacional, atingindo 42,4%.

Na zona rural do Nordeste, a marca chega a 51%.

Outros dados

Nas famílias de casais com filhos, a participação da mulher é de 31,7%, já nas famílias monoparentais sobe para 70,8%.

Creche

As mulheres que conseguem matriular seus filhos em creches até os 3 anos, também conseguiam maior acesso ao mercado de trabalho.

Diferença salarial

Apesar do aumento na participação da renda familiar, as mulheres ainda ganham menos do que os homens. Entre 2000 e 2010, o rendimento das mulheres aumentou em 12%, mas as mulheres ainda recebem 68% menos do que os homens.

Isso revela que a mulher tem que trabalhar 536 dias para conseguir ganhar o equivalente a um homem por ano.

A pesquisa leva em conta a diferença salarial entre cargos e também a falta de representatividade em determinadas posições.

Os números tornam-se mais desiguais entre as mulheres pretas e pardas do Nordeste, que recebem menos de um salário mínimo.
As mulheres pretas ou pardas também têm rendimento inferior, médio de R$ 727.

Com informações do Estado e Brasil Post. 

Veja a pesquisa completa aqui. 

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