Jair Bolsonaro indica condenado por estelionato para sua equipe

Julian Lemos é um dos "homens forte" do presidente eleito no nordeste

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Crédito: Reprodução/FacebookJair Bolsonaro e o deputado eleito pela PB, Julian Lemos

O deputado paraibano Julian Lemos (PSL) anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como um dos integrantes da equipe de transição de seu governo a partir de 2019, já foi condenado por estelionato, preso e alvo de processos na Justiça por agressão à ex-esposa e a uma irmã.

Lemos, que atuou como um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro no nordeste durante a corrida presidencial, é citado pelo militar como um “amigo de primeira hora”.

O deputado, no entanto, já foi condenado a um ano de prisão em primeira instância, em 2011, por estelionato, após se envolver em um esquema ilegal de uma certidão falsa fornecida pela empresa GAT Segurança e Vigilância, da qual ele era sócio, na assinatura de um contrato para prestação de serviços à Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba, em 2004.

Apesar de ter sido condenado, Julian não cumpriu pena pois o crime prescreveu. De acordo com informações do site “Congresso em Foco”, o deputado eleito nega participação nas irregularidades e disse ter atuado apenas como gerente da empresa, e não ser sócio do empreendimento.

Lei Maria da Penha

O nome de Julian Lemos consta, ainda, em três denúncias feitas à Justiça da Paraíba embasadas na Lei Maria da Penha. Duas foram feitas por sua ex, Ravena Coura, e outra por sua irmã.

Em relação à ex, a primeira denuncia foi feita em 2013, quando ele chegou a ser preso em flagrante. Na ocasião, Ravena disse ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Três anos depois, em 2016, a mulher prestou nova queixa contra o deputado. As duas denúncias, no entanto, foram retiradas por Coura, que disse ter se exaltado “nas palavras e falado além do ocorrido”.

Já o processo movido pela irmã, ainda continua ativo no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Segundo informações do “Congresso em Foco”, Lemos nega ter agredido tanto a ex, quanto a irmã e, no caso da segunda, ele justifica a presente ativação da queixa ao fato da querelante morar fora do Brasil e, por esse motivo, ainda não ter comparecido pessoalmente à Justiça para “desistir oficialmente da ação”.

“É um assunto ultrapassado, requentado e acabado. Já fui absolvido, as pessoas se retrataram (… ) Vocês da mídia têm de procurar outra assunto porque esse aí já se foi”, afirmou ele.

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