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Juiz manda Twitter excluir conta de jornalista por críticas a Bolsonaro e Universal

Decisão contra João Paulo Cuenca foi dada pela Justiça do Rio de Janeiro em processo movido por um pastor de São Paulo

Por: Redação
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A Justiça do Rio de Janeiro ordenou que Twitter exclua a conta do jornalista e escritor carioca João Paulo Cuenca após críticas à família Bolsonaro e a Igreja Universal feitas na rede social.

A decisão é do juiz Ralph Machado Manhães Junior, da comarca de Campos dos Goytacazes, que acatou pedido de um pastor da IRUD em São Paulo. As informações são da Folha.

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Crédito: Reprodução/FacebookJuiz manda Twitter excluir conta de jornalista João Paulo Cuenca após críticas a Bolsonaro e Igreja Universal

O juiz entendeu que há incitação à violência “contra grande parte da população. “Não obstante ser reconhecido o direito constitucional da liberdade de expressão, no caso em tela, há a extrapolação do referido direito, pois, a postagem do réu é ofensiva e incitatória à prática de violência”, declarou o juiz na sentença.

Na ação, o pastor Nailton Luiz dos Santos também pede indenização de R$ 10 mil.

JP Cuenca comentou a decisão do juiz nas redes sociais: “Se esses senhores queriam fazer propaganda da minha paráfrase de Meslier, acho que conseguiram. Só essa semana, ela saiu no @nytimes e está sendo replicada milhares de vezes, hoje na @folha”.

Entenda o caso do jornalista JP Cuenca

No tuíte, publicado em junho deste ano e que é motivo da ação, JP Cuenca, como é conhecido o jornalista carioca, escreveu que o “brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”.

À época, o jornalista afirmou que o post era paráfrase de uma metáfora de quase 300 anos, escrita pelo francês Jean Meslier, no século 18. No original, se lê: “o homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”.

Desde a publicação, João Paulo Cuenca é alvo de uma enxurrada de ação coordena pela Igreja Universal do Reino de Deus em todo o país. De acordo com a Folha, a defesa do escritor contabilizou 134 processos em cidades de 21 estados. A soma dos requerimentos de condenação já ultrapassa o valor de R$ 2,3 milhões

O polêmico tuíte levou o jornalista ser demitido da filial brasileira da agência de notícias alemã Deutsche Welle.

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