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Justiça de São Paulo autoriza que homofóbica cumpra prisão domiciliar

Lidiane Brandão Biezok disse que possui transtorno de bipolaridade e que na ocasião foi mais uma das crises que ela tem

Por: Redação
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Nesta segunda-feira, 23, o Tribunal de Justiça de São Paulo decretou que a prisão em flagrante de Lidiane Brandão Biezok, se tornasse prisão preventiva domiciliar. Ela foi filmada realizando ataques homofóbicos em uma padaria em São Paulo, capital.

Justiça de São Paulo autoriza que homofóbica cumpra prisão domiciliar
Crédito: Reprodução/InstagramJustiça de São Paulo autoriza que homofóbica cumpra prisão domiciliar

“Foi determinada a conversão da prisão em flagrante em preventiva domiciliar de LIDIANE BRANDÃO BIEZOK com base no artigo 312 do CPP [Código de Processo Penal], a ser cumprida na residência da indiciada e de lá não podendo sair, sob pena de ser revogada pelo Juízo a prisão na forma domiciliar”, informou a assessoria do TJ-SP ao UOL.

Nas primeiras imagens que viralizaram pelas redes, ela aparece agredindo um cliente na padaria Dona Deôla, na Pompeia. Outras gravações gravações, divulgadas pela empresa, mostraram que houve um desentendimento com funcionários, incluindo outras falas homofóbicas. Apesar da situação exibidas nos vídeos, Lidiane alega que foi vítima no caso e que tem sido ameaçada na web.

O que aconteceu?

Lidiane disse ao UOL que a confusão se iniciou quando dois clientes foram gravá-la “apenas por provocação”. Mas, novos vídeos divulgados pela padaria mostram que, antes do ocorrido, ela também havia tratado mal os funcionários. A coordenadora de marketing da Dona Deôla, Carolina Mirandez, contou que Lidiane era uma cliente que geralmente criava problemas no local.

“É muito comum que ela venha aqui. Ela fica e consome, mas reclama da comida. Sempre foi grosseira, mas nunca teve um problema tão grande. Ela estava exaltada, reclamando da comida e destratando funcionários. Ela disse que, se a comida não estivesse boa, ia arremessar. O supervisor tentou acalmar. O atendente nosso percebeu que ela estava se exaltando contra o supervisor, que é um senhor, e pediu para ela falar baixo. Ela virou e falou ‘sai, seu viado’ e uma série de palavrões. Então os clientes se levantaram e começaram a filmar”, contou Carolina ao UOL.

Lidiane, que afirmou ser advogada, também falou que possui transtorno bipolar e reclamou da padaria onde tudo aconteceu, dizendo que iria processar o estabelecimento. No vídeo, Lidiane agride um cliente e atira objetos. Mas, segundo Lidiane, antes da cena, ela afirmou que também foi agredida.

“Eu estava pegando minha bolsa para ir embora e não queria fazer nada. Mas eles me agrediram. Antes de eu agredir, eles me agrediram, quando eu ainda estava sentada. Pegaram meu cabelo e disseram que era pixaim”, alega a advogada. Mas Carolina nega que isso tenha acontecido: “Ela foi abordada por dois clientes, mas não teve agressão. Foi abordada, eles questionaram, disseram que ela não podia falar daquele jeito. Mas agressão não teve”, conta.

Lidiane disse que não aguentou as supostas provocações porque tem um problema de saúde. “Eu tenho bipolaridade. Chega uma hora que eu não aguento. Foi uma crise de bipolaridade. E ainda estou tendo crise. Minha mão não para de tremer. Eu sou inválida. Quando tem provocação, acabo perdendo a cabeça. Mas pedi desculpas. Falei coisas que não queria, que não sinto isso”, afirmou Lidiane.

A mãe de Lidiane conseguiu ir buscar a filha na sequência dos acontecimentos. A liberação da mulher aconteceu porque junto da mãe havia um atestado de transtorno mental.

“Toda minha família está sendo ameaçada. Todo mundo está apagando o Facebook porque estava recebendo ameaça de morte. Gente me chamando de vadia, de desgraçada, dizendo ‘a gente vai acabar com você’. Sou uma pessoa de bem, sou uma pessoa boa. Mas sou alvo de uma campanha horrorosa”, fala.

Processo contra o estabelecimento

Lidiane ficou irritada com a Padaria Dona Deôla e disse que tem um advogado para defendê-la, prometendo processar o local.

“Vou processar a Dona Deôla, porque ninguém ficou do meu lado. E lá não tinha segurança. Se você passar lá, você vai ver o breu. E não me deixavam sair de lá enquanto não chegasse a polícia. Era cárcere privado”, relatou.

A coordenadora de marketing da padaria negou que alguma pessoa tenha obrigado ela a ficar. E ainda disse que ela saiu do local sem pagar.

“Ela quis sair sem pagar. O supervisor falou que não podia. Ela deu um escândalo. Então o supervisor disse que podia liberar a catraca. Ela saiu e quis atravessar a rua, mas estava alterada. Um funcionário falou para não atravessar e foi com ela. Ela atravessou e ficou parada. O funcionário ficou junto com ela, para ela não ficar transitando e se acidentar. Quando a polícia chegou, ela quis voltar e atravessou de volta. Tudo isso é mostrado nas câmeras de segurança”, contou Carolina ao UOL.

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