Lea T: Ninguém deveria precisar de atestado de vagina pra dirigir

Modelo trans comentou decisão do STF que autoriza mudança de gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia ou tratamento psicológico

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Após o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizar a mudança de gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia ou tratamento psicológico, na quinta-feira, 1º, a modelo trans Lea T. deu uma entrevista a Marina Caruso, d’O Globo, neste sábado, 3, sobre o assunto.

A modelo trans Lea T.
A modelo trans Lea T. - Heloisa

Questionada se achou a decisão positiva, Lea não hesitou. “Positiva não, maravilhosa. As pessoas têm de ser quem elas se sentem, não o que a sociedade determina que elas sejam. Ninguém deveria precisar de atestado de vagina para dirigir, por exemplo”, disse.

A modelo ainda contou que realizou a cirurgia de redesignação sexual bem antes do registro civil com o nome feminino. O procedimento ocorreu em 2012, na Tailândia. “Eu só peguei minha carteira de identidade brasileira há pouco tempo. Você não imagina o alívio que isso representa. Tudo muda”, comemorou.

Ela ainda revelou que sentia “dor” quando apresentava o documento de Leandro.

Leia a entrevista na íntegra.

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