Mãe de ‘Doutor Bumbum’ tem registro de médica cassado desde 2015

Maria de Fátima Barros Furtado estava impedida de exercer suas funções como profissional da área de saúde

17/07/2018 16:20

A mãe do médico conhecido como ‘Doutor Bumbum’ teve seu registro profissional cassado em 2015
A mãe do médico conhecido como ‘Doutor Bumbum’ teve seu registro profissional cassado em 2015 - Divulgação

Maria de Fátima Barros Furtado, de 66 anos, mãe do médico Denis Furtado, conhecido nas redes sociais como “Doutor Bumbum”, que teria ajudado o filho a realizar um procedimento cirúrgico que ocasionou a morte de uma paciente, teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) em 2015.

De acordo com informações do jornal Extra, a médica, além de ser suspeita de participar do procedimento estético que tirou a vida da bancária Lilian Calixto, está proibida de exercer suas obrigações como médica por ter infringido os artigos 45 e 142 do Código de Ética Médica, segundo o Cremerj.

No âmbito estadual, o registro profissional de Maria de Fátima foi cassado pelo fato da mesma “deixar de cumprir sem justificativas as normas emanadas do Conselho Federal e regionais de medicina e de atender as suas reivindicações administrativas, intimações e notificações no prazo determinado” e da “obrigação do médico de acatar e respeitar os Acórdãos e Resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina”.

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Na esfera federal, o registro da mãe de “Doutor Bumbum”, foi cassado com base nos artigos 17 e 18 da resolução 1246 de 1988 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O artigo 17 diz que “o médico investido em função de direção tem o dever de assegurar as condições mínimas para o desempenho ético profissional da medicina”. Já o 18 aponta que “as relações do médico com os demais profissionais em exercício na área de saúde devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e independência profissional de cada um, buscando sempre o interesse e o bem-estar do paciente”.

Presidente do Cremerj, Nelson Nahon se disse indignado com toda a história que ganhou repercussão nesta terça-feira, 17.

“Em nove anos de Cremerj, jamais imaginei ver uma coisa como essa. A delegada [Adriana Belém] contou que havia material cirúrgico tanto no salão de beleza como no apartamento no condomínio Santa Mônica e também em dois carros que foram apreendidos. Procedimentos cirúrgicos só devem ser feitos em ambiente hospitalar. Fiquei chocado”, declarou o profissional.