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MEC corta 12 milhões do Museu Nacional e compromete recuperação

Corte pode retardar obras de recuperação do Museu Nacional incendiado em setembro

Por: Redação
Museu Nacional
Em setembro do ano passado, curto em aparelho de ar-condicionado causou incêndio que atingiu o Museu Nacional

Em meio aos cortes e sucateamento da educação, o bloqueio orçamentário anunciado recentemente por Jair Bolsonaro deve impactar o projeto de recuperação do Museu Nacional. Administrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) o espaço teve grande parte do acervo atingido por um incêndio em setembro do ano passado.

Reportagem apurada por Ana Carla Bermúdez para o Uol revelou que, de acordo com dados divulgados pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil), dos R$ 55 milhões, destinados para a recuperação do museu, cerca de R$ 12 milhões serão retirados do fundo – algo como 21% do total previsto.

Enquanto no ano passado, Jair Bolsonaro (PSL), então candidato à presidência, minimizou importância do Museu Nacional, meses depois usou as redes sociais para se solidarizar com incêndio em Notre-Dame

Corte já era previsto

Parte de um bloqueio organizado pela equipe econômica nas emendas parlamentares impositivas, o corte está previsto desde o fim de março deste ano, quando foi anunciado o contingenciamento orçamentário. Na época, o Ministério da Economia afirmou que as emendas seriam cortadas em 21,63%.

Ainda de acordo com a pasta, R$ 1 bilhão em emendas impositivas de bancadas foram bloqueados desde então – a exemplo do montante destinado à recuperação do Museu Nacional .

Obras para reconstrução

Concedido no ano passado pela bancada dos deputados do Rio de Janeiro, o orçamento de R$ 55 milhões foi designado, por meio de uma emenda coletiva, para a recuperação da estrutura do museu. Estão previstas obras para a reconstrução da fachada da da estrutura e do telhado do edifício, além da construção de laboratórios e espaços para armazenamento do acervo da instituição.

Em entrevista ao Uol, o diretor do Museu Nacional, Alexandre Kellner, afirmou que o corte é visto com “muita preocupação”. “Mesmo que não fosse possível utilizar toda a verba neste ano, existe a necessidade de garantir os recursos necessários para o Museu Nacional”, afirma. “Uma eventual falta de recursos para a reconstrução do palácio e dos anexos do museu vai retardar muito a recuperação da instituição Museu Nacional. Seria uma pena se o Brasil trilhasse por esse caminho”. Confira a matéria completa no Uol

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