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Miss é encontrada morta a facadas na casa do ex-namorado em Manaus

Amiga disse que a modelo quis terminar o relacionamento antes de morrer

Por: Redação

Kimberly Karen Mota de Oliveira, de 22 anos, foi encontrada morta, na madrugada da última terça-feira, 12, no apartamento do ex-namorado, Rafael Fernandes Rodrigues, no Centro de Manaus, Amazonas. O corpo da Miss Manicoré apresentava marcas de facadas no pescoço e no abdômen.

Kimberly Karen Mota de Oliveira miss manicoré
Crédito: Reprodução/InstagramKimberly Karen Mota de Oliveira foi Miss Manicoré, no Amazonas, em 2019

O rapaz, de 31 anos de idade, é o principal suspeito pelo crime, mas não foi encontrado no local pela polícia e ainda está sendo procurado.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) informou que Kimberly decidiu terminar o relacionamento de cerca de dois meses com o suspeito antes de ser encontrada sem vida. Uma amiga da vítima contou que o então namorado buscou a jovem no domingo, 10, e a levou até o apartamento dele. A tal moça é a principal testemunha do caso e está colaborando com a polícia.

“Nós acreditamos que eles tiveram alguma briga, porque eles tinham esse relacionamento que ela pôs fim. E, como ela foi morta a facadas, a gente acredita que realmente houve uma briga entre os dois e que acabou ocorrendo essa tragédia”, disse Ribeiro ao G1.

Na varanda do apartamento do suspeito, a polícia encontrou a faca usada no crime, além de documentos do rapaz e um crachá que aponta que ele é funcionário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Kimberly foi eleita Miss Manicoré, cidade que fica a 332 km de Manaus, no concurso de 2019. Familiares contaram que, na capital, ela morava com um tio há cerca de cinco anos. A miss era acadêmica de odontologia da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro).

Violência contra mulher aumenta na quarentena

Kimberly Karen não é a primeira mulher a ser assassinada durante a quarentena. Uma cartilha produzido pela ONU Mulheres chama a atenção para aumento nos casos de violência doméstica durante a período de isolamento social.

Segundo a organização, as mulheres vítimas deste tipo de crime podem podem enfrentar ainda mais obstáculos para fugir de situações agressão ou acessar ordens de proteção que salvam vidas e serviços essenciais durante a quarentena. “O impacto econômico da pandemia pode criar barreiras adicionais para deixar um parceiro violento, além de mais risco à exploração sexual com fins comerciais”, diz o documento.

A denuncia ainda é o melhor caminho para romper com esse tipo de situação. Veja no link como denunciar.

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