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Modelo vivia em situação de rua no Rio após trabalhar para grifes em NY

Eloísa Fontes carregava numa mochila documentos, a carteira de trabalho original, e cartas de referências de fotógrafos internacionais

Por: Redação
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A modelo alagoana Eloísa Pinto Fontes, 26 anos, que estava desaparecida há um ano e foi encontrada no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vivia em situação de rua na capital fluminense após ter passado uma temporada em Nova Iorque, nos Estados Unidos. As informações foram obtidas pelo jornal Extra.

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Crédito: Reprodução/TwitterModelo vivia em situação de rua no Rio após trabalhar para grifes em NY

Eloísa chegou a ser contratada por uma agência internacional, fez campanhas para marcas famosas como Dolce & Gabbana, desfilou pelo mundo e foi capa de revistas famosas como “Elle”, “Grazia” e “Glamour”.

Hoje ela está internada no Instituto Pinel, para onde foi levada após ser resgatada do Morro do Cantagalo, onde vivia em situação de rua.

A modelo nasceu em uma pequena cidade no interior de Alagoas, foi casada e tem uma filha de 7 anos com o também modelo e produtor executivo russo Vivien Birleanu, de 42 anos.

Após uma temporada de 11 meses em Nova Iorque, a modelo chegou ao Rio de Janeiro em janeiro de 2020. Ainda nos EUA, Eloísa foi contratada pela Marilyn Agency, mas teve um surto em junho de 2019. Na época, ela ficou desaparecida por cinco dias e foi encontrada desorientada numa cidade a 30 minutos de Manhattan. Esse episódio abalou sua carreira internacional e no início de 2020 ela decidiu se mudar para o Rio, sem comunicar a família.

Quando chegou a capital fluminense, a modelo dividiu um apartamento em Copacabana com um amigo, Francisco Assis. Logo depois, ela começou a namorar com um morador da Barra da Tijuca, na Zona Oeste e se mudou para lá. Com o tempo, Eloísa passou a apresentar instabilidades e o relacionamento acabou chegando ao fim.

Sem trabalhos como modelo, a jovem passou a ser vista e comunidades como Cidade de Deus e Jacarezinho, de ontem saiu em agosto e chegou a ser internada em um novo surto no Hospital municipal Lourenço Jorge. De lá, a modelo foi transferida para o Hospital Jurandyr Manfredini.

Eloísa esteve no Morro do Cantagalo e saiu de lá resgatada pela equipe da Operação Ipanema Presente e internada no Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, na última terça.

Para o amigo da modelo, o caso de Eloisa é uma tragédia que pode acontecer com qualquer pessoa. “É uma menina que saiu de casa com 17 anos. Ganhou um concurso e foi pra São Paulo. Foi emancipada e caiu no mundo sem orientação nem acompanhamento. Eu acredito que haja outras jovens modelos como Eloisa por aí, e as famílias precisam ficar atentas — alerta”, disse ele ao jornal Extra.

Segundo Francisco, Eloísa sempre carregou consigo uma mochila com documentos, entre eles a carteira de trabalho original, e o principal: cartas de referências de fotógrafos internacionais.

“Ela sempre anda com uma mochila, que tem a vida dela lá. Eu fui até o apartamento do namorado para buscar e trazer para minha casa. Quando abri, vi que tinha a carteira do trabalho original, cópia da identidade e do passaporte. Há cópias de contratos internacionais com agências da Alemanha, da Romênia, de Nova York. Tinha cartas de referências de fotógrafos famosos, tudo em inglês, romeno e alemão”, disse o amigo da modelo ao jornal Extra.

“Ela fez muitos trabalhos nos Estados unidos e na Europa. Eu li as cartas, que estavam em inglês. Eles falam que ela trabalhou com eles e fazem elogios, enaltecem a capacidade dela. Isso mostra que ela ainda mantinha essa esperança de conseguir novos trabalhos. Eu torço para isso sempre”, disse Francisco.