Mulher faz plástica em cachorro para que pareça o cão do Máscara

Por: Redação
O Máskara/reprodução
Jim Carrey segura o cãozinho da raça Jack Russell em seu colo

Uma família provocou indignação por ter levado seu cão para fazer uma cirurgia plástica por odiar a forma de suas orelhas. Tudo começou quando a mãe, Marina Esmat, concordou que o filho poderia ter um Jack Russell depois de se apaixonar pelo animal de estimação do personagem de Jim Carrey no filme “O Máscara”. No entanto, à medida que o tempo passou, as orelhas do cão começaram a subir, o que os deixava insatisfeitos.

Marina, de 37 anos, comprou o cachorro quando ele ainda era um filhote de seis semanas por 280 euros (R$ 922, em valores convertidos em 17/02/2017). Após um mês, a família percebeu que algo nas orelhas dele estava anormal e, para combater o “problema”, usou pesos e até mesmo cola na tentativa de fixar as orelhas para baixo, alegando que isso dificultava as chances do animal encontrar uma companheira. Não funcionou.

Por isso, procuraram a ajuda de um cirurgião plástico. “Os médicos tentaram nos convencer a não fazer, mas decidimos que, dessa forma, seria mais estético”, contou Marina ao Daily Mail. A decisão de prosseguir com a cirurgia contrariou o conselho dos veterinários, na tentativa de convencê-los a não continuar.

Daily Mail/reprodução
Veterinário cirurgião com o cachorrinho em mãos

O cirurgião Andrey Mezin afirmou ser contra a operação, chamando-a de “desnecessária”. “Essas pessoas entraram em contato com a clínica pedindo aos veterinários para abaixarem as orelhas do cão. Pensamos que essa cirurgia não é justificada, mas os donos pedem muito, querendo mudar a maneira como a orelha cai”, explicou.

Por fim, a cirurgia acabou sendo realizada. Nela, os veterinários feriram a cartilagem e deixaram a orelha caída. “A proprietária do cão insistiu fortemente, pois queria um animal para competições. Nesses eventos, existem certos critérios para este tipo de raça”, diz. Após a história ser mostrada na internet, muitos ficaram furiosos com o ato, rotulando-o “cruel” e descrevendo a família como “torturadores”.