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Nível do mar em Santos subirá 18 cm até 2050 aponta pesquisa

Elevação do nível do mar, causado pelo aquecimento global, poderá impactar a vida de mais de 100 mil moradores da cidade

Por: Redação

A 70 quilômetros de São Paulo, a cidade de Santos é tema de um estudo sobre a subida do nível do mar que será apresentado nesta quarta-feira, 30 de setembro, a representantes da sociedade santista. As informações são resultado de uma pesquisa matemática, que durante meses, colheu informações específicas de Santos por meio de marégrafos e também mapeamento aéreo.

Segundo a previsão dos cientistas, a estimativa é de que a elevação média do nível dos oceanos, em todo o mundo, varie de 28 a 89 cm até 2100. A expectativa para Santos é de 18 cm até 2050, avaliam os especialistas. Depois de apresentar os resultados nesta quarta-feira, no fim do ano, um novo seminário será realizado para ouvir a população sobre os preparativos da cidade.
Bairros mais afetados

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, 30 de setembro, a geógrafa Célia Souza, do instituto de Geologia de São Paulo, destaca que as regiões da Ponta da Praia, além da zona Noroeste de Santos, que compreende a região portuária, serão as mais afetadas pela elevação do nível do mar.

Aquecimento Global

Entre os motivos para o constante aumento do nível do mar, segundo Célia, está ligado diretamente ao aquecimento global, motivado pela emissão de gases-estufa, como o CO2, em todo o mundo. Em 2010, 14 eventos de mar forte e alto na costa santista foram registrados para surpresa dos pesquisadores.

Efeito mundial: Veneza, Londres e Roterdã também correm risco

De acordo com um levantamento da ONG CO+Life, que levou em conta o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, diversos pontos do mapa mundial estão sujeitos à elevação da média do nível do mar ainda neste século. Regiões inteiras podem ser inundadas caso ocorra uma elevação brusca, sendo alguns deles com mais de 80% do território abaixo do mar.

Confira alguns países que podem ser afetados, segundo reportagem da revista National Geographic:

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