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O fim misterioso da entidade da Olavo de Carvalho nos EUA

Filha do filósofo afirma que a entidade criada por seu pai foi denunciada por ex-alunos nos Estados Unidos.

O filósofo Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, criou e presidiu nos Estados Unidos uma entidade chamada “Inter-American Institute For Philosophy”.
Mas a entidade, na qual ele se apresenta como ex-professor de filosofia da “Universidade Católica do Paraná” – provavelmente o que seria a PUC – desapareceu. O site da entidade dá agora apenas dicas de alimentação saudável, exercícios e perda de peso.

Fazendo uma pesquisa, é possível encontrar o site antigo.
A missão do instituto seria, entre outras coisas, promover a melhor do ensino de filosofia.

O instituto tinha um board aparentemente respeitável, com nomes da vida acadêmica americana.

A entidade estava inclusive, na condição de empregador, a ajuda a tirar vistos de trabalho para estrangeiros.

Um board desse nível servia como vitrine para captação de dinheiro com o objetivo de unir e conectar líderes e intelectuais conservadores das Américas. Era uma versão à direita do “Foro São Paulo “- a reunião de partidos, intelectuais e governantes de esquerda da América Latina. Uma das grandes obsessões do filósofo era atacar esse grupo, que comandaria a revolução comunista na América Latina.

Por que uma entidade com um board desse nível, cuja missão é fazer altas pesquisas de filosofia, vira um site de auto-ajuda em qualidade de vida, sem nenhuma referência sobre seus responsáveis?

Uma possível explicação é dada por Heloísa Carvalho, filha de Olavo de Carvalho. Ambos são brigados – o pai chegou a processá-la.
Segundo Heloísa, o desaparecimento da entidade de se a denúncias feitas do ex-alunos de Olavo ao board da entidade.
As denúncias seriam de que ele não tem curso superior, sua atividade profissional no Brasil foi por muito tempo astrólogo, além de seu envolvimento com seitas místicas islâmicas.
Um dossiê, segundo ela, foi entregue com documentos.
Diante desses fatos, o instituto desapareceu – mas deixou rastro.
Para obter um visto permanente americano chamado “genius visa” ele teria de provar ao governo não apenas o que eles classificam como “habilidades extraordinárias”, mas que essas habilidades ajudariam o pais.
Essa seria uma das motivações para a criação do Instituto, criador em 2009 nos Estados Unidos.

Ele se apresentava como ex-professor da PUC do Paraná, apesar de não ter nem mesmo diploma de ensino médio.

Ele informa num de seus perfis que, entre 2002 e 2005, ter sido “senior lecturer”, o que não corresponde ao que ele afirma no currículo americano.

Entenda o que é um “senior lecturer”

O que ele tem mostrado em várias de suas postagens é desprezo pelo ensino superior no Brasil.