ONU denunciará Brasil por impunidade de violência policial; 8 em cada 10 brasileiros temem tortura

No Brasil, todos os dias, seis pessoas morrem em ocorrências policiais

Por: Redação | Comunicar erro

Nesta terça-feira, 8, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciará a impunidade “naturalizada” diante dos crimes cometidos pela polícia e por agentes de segurança no Brasil.

O informe, apresentado ao Conselho de Direitos Humanos pelo relator Juan Mendez, destacará que os homicídios de autoria de forças de ordem são “ocorrências regulares”. Sobretudo, pelos recorrentes casos de chacinas, supostamente, envolvendo policiais militares em diferentes regiões do país.

Reprodução
Todos os dias, seis pessoas são mortas em operações policiais no Brasil

“Os casos de agentes de segurança que cometem abusos contra prisioneiros ou detidos não são investigados de maneira significativa e tais autores raramente são levados à Justiça (…) Nenhum mecanismo independente de investigação existe para impedir que esses casos sejam arquivados”, refere-se às aos governos estaduais, responsáveis pelas corporações militares.

Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o relator reforça a impunidade em casos que envolvem policiais militares. “Contribui para o aumento dos crimes violentos”. E ainda questionou um dos argumentos mais comuns nos boletins policiais, referindo-se à reação de suspeitos que já sabem que serão torturados. “A espiral da violência criminal é exacerbada pela impunidade que prevalece.”

Seis pessoas morrem por dia em operações policiais

Mendez deixa claro que os casos de crimes cometidos pela polícia não são pontuais, mas sim “regulares”. Usando dados nacionais, a ONU indica que, em média, seis pessoas morreram por dia no Brasil em 2013 em operações policiais. “Na vasta maioria dos casos de uso excessivo de força, a polícia indica resistência à prisão seguida por morte, o que evita levar os autores diante de uma corte”, diz.

De acordo com a ONU, em 220 investigações, somente uma delas resultou em condenação. Por isso a organização pede o fim da classificação de “autos de resistência”. Confira a matéria na íntegra.

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