Padre Robson admite que extorsão foi paga com dinheiro da Afipe

A defesa afirmou que todo o conteúdo das mensagens usadas para chantagear o sacerdote 'são falsas',

Por: Redação
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O padre Robson de Oliveira Pereira admitiu em depoimento ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) que usou dinheiro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) para pagar chantagistas sem o monitoramento da polícia. As informações são do G1.

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Crédito: DivulgaçãoPadre Robson admite que extorsão foi paga com dinheiro da Afipe

Cinco pessoas foram condenadas na Justiça por pedirem dinheiro ao padre Robson em troca de não revelarem, na internet, imagens e mensagens pessoais, de acordo com o Ministério Público.

A extorsão custou R$ 2,9 milhões, segundo o sacerdote, para que não fossem a público supostos casos amorosos dele. Hacker que extorquiu padre Robson teria um romance com ele.

A defesa do padre Robson disse ao G1 que “reforça que todo o conteúdo das mensagens é falso, o que comprova que ele foi vítima de criminosos de altíssima periculosidade”. Ainda conforme a defesa, “os responsáveis já foram condenados pelo Judiciário e cumprem rigorosas penas”.

Em nota, o advogado do padre Robson afirma ainda que o pároco “não tem e nunca teve nenhum patrimônio”.

Investigação

O MP verificou que padre Robson e a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) transferiram, em três anos, cerca de R$ 120 milhões para empresas e pessoas investigadas, supostamente laranjas.

A investigação teve início em 2018, quando o sacerdote foi vítima de extorsão. De acordo com o G1, o juiz Ricardo Prata, que condenou o grupo, escreveu na sentença que um dos supostos relacionamento amorosos que os hackers ameaçavam expor era com um dos chantagistas que invadiu os celulares e e-mails do padre. Durante o julgamento do caso, o hacker chegou a reafirmar que teve um relacionamento com o sacerdote.

Na última sexta-feira, 21, foi deflagrada a Operação Vendilhões, devido a esses diversos negócios atípicos da entidade, como a compra de uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões.

Padre Robson criou, além da Afipe, outras duas associações que, juntas, movimentaram mais de R$ 2 bilhões. A suspeita é de que as empresas de fachadas desviavam recursos provenientes de doações e usadas para lavar dinheiro.

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Tags:#Crime