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Paola Carosella, Ana Estela Haddad e outras mulheres relatam seu primeiro assédio

Por: Redação

Em uma iniciativa liderada pelo coletivo feminista Think Olga, que luta contra todos os tipos de violência contra a mulher, internautas de todo o Brasil relataram situações de abuso pelas quais passaram na infância e na adolescência. Os relatos foram compilados na hashtag #PrimeiroAssedio.

Em reportagem publicada no último domingo (8), o jornal “Folha de S. Paulo” divulgou história de mulheres famosas que falaram sobre a primeira vez em que foram assediadas. Entre elas, estão a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, a atriz Elke Maravilha e a chef Paola Carosella, jurada do programa “MasterChef”.

Montagem: Reprodução Facebook / Wikimedia Commons
Famosas relatam a primeira vez que foram assediadas

Veja alguns relatos:

Ana Estela Haddad
Eu tinha 12 anos. Havia visto um filme romântico no cinema com uma prima minha. Gostei do filme e resolvi assistir de novo, mas não tinha ninguém para me fazer companhia. Fui numa sessão de tarde, havia poucas pessoas. Um senhor bem mais velho sentou do meu lado, com um intervalo de uma cadeira. Durante a sessão, ele começou a se masturbar. Eu não entendi direito o que ele estava fazendo… Aquilo me perturbou demais. Eu não estava preparada para aquela situação. Tinha apagado essa memória da minha mente. Comecei a ler um pouco sobre o assunto [do primeiro assédio] e a lembrança foi vindo.

Paola Carosella
Tinha 11 ou 12 anos e estava num ônibus na Argentina indo para a escola. Um homem colou em mim e começou a se masturbar. Tentei achar um espaço para fugir, mas ele bloqueava todos os meus movimentos com o corpo. Lembro do medo de que as pessoas olhassem para mim como se a culpa fosse minha. Quando consegui força e coragem, empurrei ele e desci do ônibus. Não conseguia andar. Minhas pernas tremiam. Nunca contei isso a ninguém, pois a sensação era de vergonha, como se a culpa fosse minha.

Elke Maravilha
Tinha uns dez anos, morava na roça e ía para a escola de bicicleta. Parei para tomar água. Apareceu um cara e mostrou o pênis. Virei as costas e fui embora. Quando acontece algo assim, não se trata de sexo, mas de poder. Mais velha, um cara tentou me estuprar. Tirei a roupa e disse: vem! Ele brochou.

Leia outros relatos na reportagem da “Folha de S. Paulo” aqui.

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