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‘Acordei e não tinha mais os pés’, relata vítima de Araçatuba

Este foi o primeiro fim de semana que Cleiton Teixeira passou com a família desde o ataque

Por: Redação
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Na madrugada da segunda-feira, 30 de agosto, o servente de pedreiro Cleiton Teixeira, de 25 anos, voltava para casa depois de jantar na casa de uma prima. Sem saber que um grande assalto havia ocorrido em Araçatuba, ele se aproximou de um artefato que explodiu.

Crédito: Reprodução/Redes sociaisRapaz que perdeu os pés em Araçatuba cuidava da mãe

Antes da explosão, Cleiton encontrou outro artefato, próximo a uma agência bancária que foi assaltada, e, segundo relato, chegou a tocá-lo, mas não explodiu. Ao se aproximar de uma segunda bomba, houve o estouro.

“Lembro que estava caído todo machucado e depois acho que desmaiei. Quando acordei no hospital, vi que não tinha mais os pés”, disse a vítima ao portal Metrópoles.

O jovem perdeu os dois pés e parte da mão esquerda.

Ele recebeu alta do hospital na manhã da última sexta-feira, 10. “Vai mudar tudo na minha vida daqui para frente”.

Cleiton cuidava da mãe, Neusa Soares de Souza, 52 anos, devido a problemas de diabetes e hipertensão.

Explosivos em Araçatuba

Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) localizaram ao menos 98 explosivos deixados pela quadrilha. Os artefatos foram localizados em ruas, em carros abandonados entre as cidades de Gabriel Monteiro e Bilac, no Banco do Brasil e também em um caminhão deixado pelo grupo perto das agências bancárias atacadas.

Crédito: Divulgação/PMESPMaterial explosivo apreendido pelo Gate após ataques a banco em Araçatuba (SP)

Após mais de 30 horas de trabalho, cerca de 100 quilos de artefatos explosivos foram desarmados e detonados em um aterro sanitário do bairro Água Branca.

Ruas e avenidas que estavam isoladas foram liberadas na terça-feira (31/08) e alguns comerciantes conseguiram reabrir as portas.

Devido à quantidade de explosivos, a Polícia Federal informou que não descarta a possibilidade de enquadrar o ataque à cidade como terrorismo baseado na lei nº 13.260/16, a chamada lei antiterrorismo.

A legislação diz que atos de terrorismo consistem em “usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa”.

A polícia ainda está considerando o fato de a vida da população ter sido colocada em risco devido aos explosivos que foram espalhados pela cidade.

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