Pesquisa traça perfil sociopolítico dos moradores de SP

Paulistanos se mostraram conservadores em aspectos coletivos e progressistas em relação às liberdades individuais

04/09/2015 16:11

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) traçou o perfil sociopolítico dos moradores da cidade de São Paulo. A pesquisa levou em conta a polarização política vivenciada no país desde junho de 2013.

Com quase 12 milhões de habitantes, São Paulo é considerado um dos maiores centros urbanos do mundo
Com quase 12 milhões de habitantes, São Paulo é considerado um dos maiores centros urbanos do mundo

Para entender o atual cenário, a equipe do Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais elaborou um questionário de 60 perguntas divididas em quatro grandes eixos: visão de mundo e estilo de vida, relação com as diferenças e com o outro, construção de direitos e privilégios e avaliação de políticas públicas. Assim foram ouvidos 1.287 moradores da cidade de São Paulo, entre os dias 10 e 22 de junho de 2015.

O resultado aponta que os paulistanos têm posicionamento conservador diante de questões sociais e são “liberais” nas questões individuais. O segundo aspecto pode ser melhor observado na população de menor renda. Confira alguns números: 

  • O levantamento mostra que 61,4% são a favor do uso do exército no combate à criminalidade
  •  70% prefere a democracia à Ditadura
  • 42% afirmam que os grupos de Direitos Humanos defendem bandidos
  • No entanto, 23,1% se diz de esquerda e/ou extrema esquerda
  • 20,1% de centro
  • 14,2% de direita e/ou extrema direita, e 0,2% se disseram anarquistas.
  • Ainda sobre posicionamento político, 41,4% são de respostas: “nenhuma”, “não sabe” e “não respondeu”.
  •  52% são favoráveis à legalização da maconha
  • 62,3% apoiam a redução da maioridade penal.
  • 70% dos entrevistados concordam com relações homoafetivas, aceitando outros formatos de família (54%) que não a tradicional. E 80% se mostram tolerante às diferentes expressões religiosas.
  • Quanto ao trabalho, 92% pensam que há desigualdade de gênero, pois os salários pagos a homens são maiores que os pagos as mulheres.