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Pet shop recusa vira-lata, segundo relato do dono em rede social

Por: Redação

No último fim de semana, dia 21, o designer Rafael Burity relatou um suposto caso de discriminação animal por parte de um pet shop, localizado em uma região nobre da cidade de São Paulo. Ao ligar no estabelecimento que fica dentro do Shopping Iguatemi, a atendente perguntou qual era a raça da cadela, ao ser informada que tratava-se de uma vira-lata a resposta foi de que não havia horário. Segundo Burity, o motivo da falta de horário é a cachorrinha não ter pedigree. Leia o relato:

“Ligo para o #petshop Filhotes e Fricotes Iguatemi para marcar um banho para Rose. Ao me perguntarem a raça informo que ela é uma SRD (sem raça definida, ou a famosa vira-lata), ouço ao fundo “vira-lata não né!” e sou informado que não há horário.”

Após o post ter mais de 13 000 compartilhamentos e alguns sites divulgarem o ocorrido o pet shop pediu desculpas e publicou a seguinte explicação:

Nota oficial da Filhotes & Fricotes divulgada à imprensa

COMUNICADO À IMPRENSA

 

– Filhotes e Fricotes Iguatemi, boa tarde!

– Boa tarde, vocês atendem para banho aos domingos?

– Sim, atendemos.

– Queria marcar para amanhã banho para SRD, porte médio.

– “SRD, porte médio”? Para amanhã não temos horário, pode ser na segunda?

– Não, muito obrigada.

Por causa do simples diálogo telefônico acima, ocorrido no sábado (21/01/17), por volta das 17 horas, nossa empresa Filhotes & Fricotes, do Shopping Iguatemi, tem sido acusada de preconceituosa, de discriminar animais sem raça definida e vem sendo enxovalhada violentamente nas redes sociais. Nossos funcionários vêm sendo insultados por pessoas em acesso de fúria por telefone e presencialmente. Um cenário absurdo contra o qual vimos manifestar nosso total repúdio e indignação.

O post dos donos da cachorrinha Rose, um casal, que não é e nem nunca foi cliente da loja, nos acusando de discriminação a SRDs teve mais de 17 mil compartilhamentos, 32 mil likes e foi transcrito pela imprensa. Segundo a ferramenta de monitoramento Mentions, o episódio impactou negativamente 112,5 milhões de internautas. Algo assustador para nós. Vários veículos, sem sequer nos ouvir, transcreveram os posts de “pseudoclientes” como verdade absoluta dos fatos. Gostaríamos de saber qual trecho da conversa acima denota qualquer tipo de preconceito por parte de nossos funcionários e de nossa loja. Nossa loja é pequena, tem apenas 26 m2 e só, no dia 22/01, tínhamos 10 agendamentos de serviços de banho e tosa. Como explicado, a atendente ofereceu horário na segunda-feira, mas foi recusado. O simples fato de estar com a agenda lotada num domingo (dia em que a loja funciona apenas das 14 às 20 horas e em que a equipe trabalha em esquema de plantão, com apenas 1 banhista) denota, agora, preconceito? Quem acusa precisa provar e quem dá matérias a respeito precisa apurar os fatos antes.

Não podemos deixar uma trajetória de profissionalismo ser abalada por causa do “tribunal da internet”, sem juiz, sem regras e especialmente sem fatos. Nossa história tem a credibilidade e seriedade de 30 anos de mercado, com mais de 250 mil cães atendidos. Somos uma marca pioneira de pet shops na cidade e especialmente dentro de shopping centers, com uma equipe de 9 profissionais, além de médicos veterinários consultores nas áreas de oftalmologia, dermatologia, medicina felina e acupuntura. Tudo isso está sendo posto em xeque por causa de um mal-entendido telefônico. Trinta anos de sucesso e de amor aos animais não são 30 segundos ao telefone.

Para reforçar a tese de que a loja agiu com preconceito, o internauta afirma – em seu post – ter ouvido um comentário, de fundo, ao telefone: “vira-latas, não”. Muito estranhamos que ele, estando em Atibaia (interior do Estado de São Paulo, como mostram seus próprios check-ins das redes sociais) e tendo solicitado à sua namorada que telefonasse (e não ele), tenha conseguido ouvir com nitidez, com a loja cheia de clientes naquele momento, qualquer comentário de funcionários. Nós só podemos nos responsabilizar por atos de funcionários e não por atos de terceiros.

De certo, isso não condiz com a realidade porque: 1) a loja, fundada em 1986, sempre atendeu animais com e sem raça definida. Temos as notas fiscais, depoimentos de clientes, vídeos e fotos que comprovam isso; 2) as funcionárias, mesmo as vendedoras (algumas com nível técnico e universitário, estudantes, inclusive, de Medicina Veterinária), não utilizam no dia a dia delas o termo “vira-latas”, não porque seja preconceituoso, mas porque o termo técnico, o que consta em nossa planilha, software e sistemas é “SRD”; 3) ainda que um funcionário tivesse dito tal coisa (o que não ocorreu), isso não reflete a filosofia e a postura da empresa e da proprietária, que cuida de 4 cachorros, 2 deles SRDs, retirados de situação de abandono e maus-tratos; 4) a loja não só atende a todos os pets sem distinção, como faz questão de colocar SRDs na vitrine, com frequência, ao lado de animais de raça para incentivar a adoção. Temos, inclusive, parcerias com ONGs como a Cães do Morro da Lua; 5) o atendimento a SRDs representa um percentual significativo de nosso faturamento. Seria uma insensatez e um suicídio empresarial recusar um serviço que custa praticamente o dobro de um cão de raça pequeno. Um banho SRD porte médio e pelo longo leva em torno de 40 minutos e R$ 80,40, já o banho de um pinscher, pelagem curta, dura em torno de 20 minutos e custa R$ 44,40. No caso de animais resgatados, o serviço de primeiro atendimento é, inclusive, o mais lucrativo da loja, em torno de R$ 600, incluindo banho, tosa, vermifugação, antipulgas, vacinas, medicações e retorno com o veterinário.

Macular uma marca por causa de uma interpretação errada ao telefone é injusto, triste e revoltante. Os nossos quase 300 mil animaizinhos atendidos até hoje parecem não contar para as pessoas que – fanaticamente – nos insultam e nos ameaçam. A todas elas, gostaríamos de responder com um sincero convite: venham conhecer o nosso trabalho. Quem não tem paixão pelos animais não poderia ter sobrevivido num negócio, há 3 décadas, convivendo diariamente com eles. Quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem e muito menos uma boa empresa.

Filhotes & Fricotes Iguatemi

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