#PleaseGoogle: gentileza permeia diferenças entre pessoas e robôs

Vem com a gente promover uma relação mais gentil entre o comando de voz e as pessoas

Por: Redação

Qual a reação natural de um pai ou uma mãe quando a criança pede alguma coisa como se estivesse ordenando? Ensiná-la a usar as palavras mágicas “por favor” e “obrigado”. Porém, não é o que ela tem aprendido em sua relação com as máquinas – embora haja grandes diferenças entre pessoas e robôs.

No entanto, em uma sociedade em que o relacionamento entre os indivíduos, por si só, anda cada vez mais mecanizado e distante, torná-lo um pouco mais humano mesmo com os equipamentos de Inteligência Artificial pode ser um caminho para termos uma sociedade mais gentil e acolhedora.

As diferenças entre pessoas e robôs não precisam excluir a gentileza com as máquinas
Crédito: IStockAs diferenças entre pessoas e robôs não precisam excluir a gentileza com as máquinas #PleaseGoogle

Assim, a Catraca Livre, junto com a agência Ampfy, estão causando transformações positivas e pretendem ajudar a tornar mais amigável essa relação mirim com o mundo da inteligência artificial.

Vem com a gente na força-tarefa #PleaseGoogle!

Convidamos a Google a integrar essa onda de mais ternura estimulando as crianças a se apropriarem de comandos amigáveis tão importantes na construção de uma sociedade mais gentil, harmônica e civilizada.

Solicitamos que os comandos de voz da Assistente Google sejam ativados com a expressão “Por Favor”, e não apenas com “OK”, como é hoje.

Afinal, nem sempre é “OK” começar uma conversa com “OK”. Nem com uma máquina.

Mesmo porque “as crianças estão nascendo em culturas altamente digitalizadas”, lembra Carolina Cardoso Tiussi, psicóloga, psicanalista e doutora em psicologia escolar pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP).

“A interface entre o mundo real e o virtual está presente em seu dia a dia”, diz. “Ainda estamos entendendo como isso pode afetar o desenvolvimento e as relações, não somente entre as crianças, mas em todo o tecido social.”

Diferenças entre pessoas e robôs na educação dos pequenos

Assim, um dos papéis dos pais nessa nova sociedade é justamente o de ajudar os filhos a compreender as diferenças entre pessoas e robôs. E a como se relacionar de acordo com o tipo de interlocutor.

Crédito: Istock“Se o pequeno estiver com dificuldades, misturando demais os dois meios, os adultos devem orientá-lo de maneira acessível”, explica a doutora em psicologia.

“É importante que os adultos medeiem esse contato, conversando e acompanhando o uso da tecnologia por parte das crianças”, orienta Carolina.

“Conforme a criança vai se desenvolvendo e interagindo com esses ambientes, ela mesma vai se dando conta das diferenças e vai construindo formas de se relacionar em ambos”, frisa a psicóloga. “Se o pequeno estiver com dificuldades, misturando demais os dois meios, os adultos devem orientá-lo de maneira acessível.”

Aliás, a especialista ressalta que, no caso das crianças, “o tempo de exposição às telas deve ser controlado para não impactar as interações dela com os outros e com o meio”. “Entretanto, proibir completamente o acesso aos meios digitais não parece ser uma boa saída”, afirma.

As diferenças entre pessoas e robôs devem ficar claras para os pequenos. Mas, se a boa educação no trato com os humanos é primordial para um convívio social mais harmonioso, ser gentil ao acionar um comando de voz também pode ser uma forma de reforçar um jeito mais cordial de comportamento.

Queremos trocar o “Comando” de voz por um “Pedido” mais educado e tolerante. Por isso, pedimos gentilmente #PleaseGoogle.

Espalhe você também esse pedido de gentileza. Compartilhe a hashtag #PleaseGoogle.

Saiba mais detalhes da ação aqui neste link.