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Quem ainda não tem acesso à energia elétrica no Brasil?

Estudos mostram que há demanda por energia de qualidade e limpa nas comunidades. E mais: fontes renováveis podem proporcionar economia para o país

Basta carregar o computador ou o celular na tomada para ler este texto. Porém, esta não é a realidade de todas e todos no país. A energia elétrica ainda é uma “utopia” para algumas comunidades. Veja!

Sem geladeira para resfriar os alimentos. Sem iluminação para estudar a noite. Sem freezer para manter vacinas. Estima-se que cerca de dois milhões de brasileiros ainda estão sem acesso à energia elétrica. Este valor é calculado a partir de dados das distribuidoras de energia. Agora, o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) está buscando estimar quantos desses estão na Amazônia. Também é importante especificar onde mora a maioria dessas pessoas, o que é essencial para estimar os custos logísticos e definir a tecnologia apropriada para o atendimento. Além disso, uma hipótese é que a maior parte dessas pessoas se encontra em comunidades remotas com restrição ou até sem nenhum acesso a serviços básicos e onde, dificilmente, a rede elétrica chegará um dia.

aldeia indígena
O projeto Xingu Solar instalou 70 sistemas fotovoltaicos em 65 aldeias

Recentemente, o IEMA divulgou dois estudos, um técnico-econômico e outro abordando aspectos socioculturais, sobre o projeto Xingu Solar do Instituto Socioambiental (ISA), que instalou 70 sistemas fotovoltaicos em 65 aldeias do Território Indígena do Xingu (TIX). As pesquisas mostraram que há demanda por energia de qualidade e limpa nas comunidades. E mais: que fontes renováveis podem proporcionar, futuramente, economia ao país.

Anteriormente no Xingu, o abastecimento de eletricidade era feito quase exclusivamente por geradores comunitários a combustíveis fósseis. Eles são barulhentos, poluidores e de difícil manutenção. Os painéis fotovoltaicos foram instalados pelo ISA em edifícios comunitários como postos de saúde e escolas. Aumentando a oferta de eletricidade sem os problemas dos geradores a combustíveis fósseis, eles trouxeram benefícios como maior oferta de ensino noturno nas aldeias.

Por isso, os painéis solares foram bem-vindos. Eles são silenciosos e complementam os geradores quando há luz solar disponível. Se a tecnologia solar fosse utilizada pelo poder público para realizar o atendimento no TIX em conjunto com os geradores a diesel, isto traria uma economia de mais de R$ 360 mil por ano em subsídios federais custeados por toda a população brasileira no âmbito de políticas públicas como o programa Luz para Todos.

Cerca de dois milhões de brasileiros ainda estão sem acesso à energia elétrica

A Amazônia é responsável por quase um quarto da capacidade de geração de energia instalada no país, mas uma parte de sua população está no escuro. Seria possível incluir todos esses brasileiros. Basta dar acesso à geração de energia apropriada para os costumes e realidades locais de cada comunidade. Todas e todos do país ganhariam.

aldeia indígena
A Amazônia é responsável por quase um quarto da capacidade de geração de energia no país

Este texto foi produzido pela equipe do programa de energia elétrica do Instituto de Energia e Meio Ambiente. para ter acesso aos estudos mencionados no texto, faça o download gratuitamente das publicações e continue aprendendo!

Livros do Instituto de Energia e Meio Ambiente
Crédito: Andreia CoutinhoPublicações do Instituto de Energia e Meio Ambiente

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O Instituto Clima e Sociedade (iCS) é uma organização filantrópica que promove prosperidade, justiça e desenvolvimento de baixo carbono no Brasil. Funcionamos como uma ponte entre financiadores internacionais e nacionais e parceiros locais. Assim, somos parte de uma ampla rede de organizações filantrópicas dedicadas à construção de soluções para a crise climática.O iCS traça planos de ação frente aos problemas climáticos a partir de uma lente social. Por isso, prioriza medidas que, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), também gerem melhorias na qualidade de vida para a sociedade, em especial para os mais vulneráveis.A atividade principal do Instituto é dar doações para fomentar projetos e organizações que visem:• CONSTRUIR evidências que qualifiquem o debate e apoiem a tomada de decisão• PROMOVER advocacy, campanhas e comunicação• CRIAR espaços de interação entre diversos atores e setores• INCENTIVAR o intercâmbio de conhecimento e experiência entre o Brasil e o mundoAlém disso, também nos dedicamos ao engajamento da sociedade com o tema de mudanças climáticas, implementação de projetos próprios e capacitação institucional de organizações da sociedade civil.​

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