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Reportagem revela 46 casos de estupro em Uber, táxis e 99

O The Intercept Brasil fez o levantamento em seis estados do Brasil

Por: Redação
Mulher dentro de carro mexendo no celular
Crédito: Halbergman / iStockAo menos 70 pessoas relataram violência sexual em táxis e veículos de transporte particular

Uma reportagem do The Intercept Brasil, feita por Bruna de Lara e Tatiana Dias, revelou 46 casos de estupro em corridas de aplicativos, como Uber e 99, em seis estados do Brasil no período de 2016 a julho de 2018.

O site pediu às secretarias estaduais de segurança pública de todo o país o número de crimes e delitos sexuais envolvendo transportes por aplicativo. Das 27 solicitações feitas com base na Lei de Acesso à Informação, só oito foram respondidas. No entanto, apenas Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo enviaram os números de forma satisfatória.

Segundo a reportagem, nos últimos dois anos, ao menos 70 pessoas relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência sexual em táxis e veículos de transporte particular (assédio sexual, ato obsceno, estupro, importunação ofensiva ao pudor e violação sexual mediante fraude – quando alguém droga a vítima, por exemplo, ou toma alguma outra atitude para dificultar ou inviabilizar a manifestação de sua vontade).

O número de crimes pode ser muito maior, pois a polícia não contabiliza os dados específicos ocorridos dentro de veículos, e as empresas não divulgam os casos à imprensa.

A Uber, que é líder em número de usuários entre as empresas, com mais de 20 milhões de passageiros cadastrados, também tem a maior quantidade de denúncias em todos os estados. Em São Paulo, 143 dos boletins mencionavam o aplicativo, contra seis da 99, que reúne 14 milhões de clientes. A Cabify, com 3 milhões de usuários, não foi citada em nenhuma das respostas que permitiram análises separadas por aplicativo.

Em nota, a Uber ressaltou que devido à popularidade do aplicativo, muitas vítimas podem ter citado a empresa por engano. De acordo com a assessoria, isso pode elevar injustamente o número de boletins em que a companhia é citada.

Veja a reportagem na íntegra.

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