RJ registra maior número de mortes cometidas por policiais da história

As forças policiais do Rio de Janeiro tem matado, em média, cinco pessoas por dia, desde o início de 2019

Por: Redação

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, o estado do Rio de Janeiro registrou, em 2019, o maior número de mortes por confrontos com policiais da história.

O instituto aponta que entre janeiro e outubro deste ano, policiais em serviço mataram 1.546 pessoas, superando o ano passado (2018), quando os agentes de segurança pública mataram 1.534 mortes. Desde 1998 o Instituto de Segurança Pública faz esta estatística.

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Crédito: Istock/Fernando QuevedoRJ registra maior número de mortes cometidas por policiais da história

As forças policiais do Rio de Janeiro tem matado, em média, cinco pessoas por dia, desde o início de 2019.

Se mantiverem o nível de letalidade registrado até aqui, devem chegar ao patamar inédito de 1.800 mortes. Atualmente, uma em cada três mortes violentas ocorridas no estado são cometidas por policiais.

O governador Wilson Witzel (PSC-RJ) defende a política de confronto fortemente armado e agressivo dentro das comunidades e bairros pobres do estado, mesmo que pra isso, os policiais estejam matando crianças, como já mataram dez, só neste ano.

Desde a campanha eleitoral de 2018, Witzel defende essa política que implementa de confronto contra o tráfico de drogas. Em diversas oportunidades, o governador defendeu o que chamou de “abate” de criminosos portando armas de uso restrito, como fuzis. Também vem defendendo o uso de snipers para matar criminosos.

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Vale ressaltar que pela lei brasileira, a menos que seja para defender a própria vida, policiais não tem licença para matar, apenas para prender. Quando é a vida de pessoas civis em risco, o policial deveria apenas dar tiro para imobilizar e não matar.

Seguindo a tendência nacional, o Rio vem registrando queda no número de homicídios dolosos. Até outubro, foram 3.342 vítimas, uma queda de 20,9% em relação aos 4.226 casos no mesmo período de 2018.

Se considerado o indicador letalidade violenta —que soma os registros de homicídios dolosos, mortes por intervenção policial, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte— a redução foi de 12,5%: de 5733 vítimas em 2018 para 5017 em 2019.

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