‘Nosso bebê nasceu! Tem 1,44m’, diz pai sobre adoção tardia

Um relato inspirador está comovendo a internet. O post, compartilhado no Facebook no dia 26 de fevereiro, teve mais de 209 mil reações em menos de 24 horas. O autor é catarinense Rafael Festa, casado há oito anos com Tatiani Ziegler, que realizou o sonho de ser pai. “Nosso bebê nasceu. Tem 1,44m, 40 kg… e 10 anos!” – foi o título do texto que viralizou.

“Nosso bebê nasceu. Tem 1,44m, 40 kg… e 10 anos!”, declarou Rafael Festa em comovente depoimento nas redes sociais.

A narrativa de Rafael conta sobre o processo de adoção do filho, assim como os obstáculos e a ansiedade que enfrentou ao lado da esposa. Levanta também uma questão importante: a adoção de crianças maiores.

Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) divulgados pela Agência Brasil apontam que no Brasil existem 7.626 crianças e jovens disponíveis para adoção, e 39.711 interessados em adotar. Ao contrário de outros países, o sistema brasileiro permite que as famílias escolham o perfil da criança desejada.

Ainda segundo o levantamento, 80,82% buscam crianças de até cinco anos, enquanto menos de um quarto (24,6 %) das crianças aptas da adoção está nesta faixa etária. Em 2016 foram registradas 1.226 adoções de crianças e adolescentes no Brasil, sendo que apenas 13 tinham entre 15 e 17 anos, por exemplo.

No brasil, as famílias adotantes podem escolher o perfil da criança desejada, dificultando assim que alguns perfis tenham oportunidade.

“As nossas dores de parto foram as angustiantes semanas de espera por decisões burocráticas. E hoje, o nosso parteiro foi um juiz, sentado em uma cadeira, que assinou um papel, e o nosso filho, finalmente, está em nossos braços”, descreve Rafael em um trecho do depoimento publicado.

“Ao invés de um teste de farmácia, tivemos uma assistente social nos falando que existia a possibilidade de estarmos grávidos.

Não ouvimos seu coração bater através de uma máquina, mas o nosso acelerou quando uma porta abriu e ele veio em nossa direção.

Não fizemos nenhum ultrassom, mas semana a semana tínhamos nossas visitas para poder ver o rostinho do nosso bebê.

Não experimentamos desejos estranhos nem passamos por enjoos terríveis, mas Deus sabe quão ruins eram os domingos à noite, quando precisávamos levá-lo de volta à casa-lar.

O acompanhamento da gestação não foi feito por enfermeiras e obstetras, mas sim por psicólogas e assistentes sociais.”

Para conferir a publicação na íntegra, clique aqui.

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