URLs erradas de sites pornô conscientizam sobre exploração sexual

Criada por uma organização feminista e uma agência de publicidade, a campanha chama atenção para a realidade das atrizes na indústria pornográfica

Todos os dias, são mais de 66 milhões de buscas por sites pornográficos na internet. Mas você sabia que a expectativa de vida de uma atriz pornô é de apenas 36 anos e que cerca de 70% das doenças sexualmente transmissíveis na indústria desses vídeos afetam as mulheres, segundo a Pink Cross Foundation?

Para alertar sobre a exploração sexual das mulheres, a agência Purple Cow e o Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde lançaram a campanha The Unwanted URL. A ação usa URLs erradas de sites pornôs para abrir os olhos das pessoas sobre a violência que as atrizes sofrem.

O projeto traz uma mensagem necessária sobre a indústria pornográfica

“O objetivo do projeto é conscientizar os homens sobre o assunto, pois eles são os maiores consumidores desse tipo de produção. Hoje, a pornografia é muito discutida somente dentro do feminismo, e a ideia da campanha é justamente levar esse tema a outras pessoas”, afirma Paula Prates, psicóloga e uma das diretoras do coletivo, ao Catraca Livre.

Segundo a especialista, a pornografia tem como foco apenas o prazer masculino. “A mulher é sempre colocada como um objeto nos vídeos. Além disso, em grande parte das cenas de sexo, os homens não colocam preservativo, expondo a atriz aos riscos de contrair alguma doença”, ressalta.

A agência e a ONG compraram mais de 100 endereços na internet semelhantes aos usados por sites de conteúdo pornográfico. Quando o usuário erra a digitação, é automaticamente redirecionado à plataforma da iniciativa, onde encontra um vídeo que mostra dados sobre a realidade da mulher nessa indústria.

Por exemplo, no caso do site Porn Tube, se a pessoa digitar uma letra errada, poderá parar no endereço www.pornaube.com, uma das muitas URLs compradas pelo projeto. Ao clicar para fechar o vídeo, será direcionada para uma busca no Google pelas palavras “a verdade por trás da indústria pornô”.

Assista ao vídeo:

  • Veja como denunciar casos de assédio sexual:

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