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Vaquejada é reconhecida como patrimônio cultural pelo Senado

Por: Redação | Comunicar erro

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, dia 1º, o Projeto de Lei da Câmara 24/2016 que reconhece a vaquejada e o rodeio como patrimônios culturais e manifestações da cultura nacional. Para quem não sabe, a vaquejada é uma atividade na qual dois vaqueiros montados a cavalo têm de derrubar um boi, puxando-o pelo rabo.

A decisão, no entanto, não tem relação com a regulamentação da prática, que foi votada no Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro deste ano e que ainda está sendo debatida.

Ativistas como Luisa Mell se movimentaram para tentar barrar o projeto no Senado
Ativistas como Luisa Mell se movimentaram para tentar barrar o projeto no Senado

A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e segue agora para sanção presidencial. De autoria do deputado Capitão Augusto (PR-SP), o projeto foi analisado com caráter de urgência e apoiado por senadores nordestinos como José Agripino (DEM-RN) e Roberto Muniz (PP-BA).

Os parlamentares que votaram a favor do projeto de lei destacaram o perfil de tradição secular e a importância das vaquejadas e rodeios para a economia, principalmente a nordestina. Entre eles, estão José Agripino (DEM-RN), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Raimundo Lira (PMDB-PB), Hélio José (PMDB-DF), Armando Monteiro (PTB-PE), Magno Malta (PR-ES), Lídice da Mata (PSB-BA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Deca (PSDB-PB), Edison Lobão (PMDB-MA), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e outros.

O que ativistas e defensores de animais podem fazer agora

A notícia chega num momento triste para quem luta contra os maus-tratos aos animais, coincidentemente na mesma semana em que é comemorado o Dia Mundial Vegano. Como ainda há a dependência da aprovação do presidente em exercício, ativistas estão pressionando o presidente Michel Temer por meio das redes sociais e do e-mail.

Você pode escrever para o Palácio do Planalto no Facebook (acesse aqui) e por e-mail (acesse aqui).

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