15 projetos de tecnologia comandado por mulheres e para mulheres

Conheça os projetos brasileiros que incentivam o empoderamento e protagonismo feminino na tecnologia

Por: Patrícia | Comunicar erro

Assim como em diversos segmentos, na tecnologia, o machismo não é diferente e acaba com a possibilidade da equidade de gênero. São várias mulheres na linha de frente, mas quem ganha destaque? Os homens! E se elas não estão lá é porque pouco foi incentivado que estivessem, nós sabemos muito bem.

É importante lembrar que cada vez mais elas comandam a área tech, e não vão parar. Veja quais são os trabalhos que são dirigidos ou criados por mulheres que pretendem mudar este cenário:

1-) Ada.vc

O Ada é um site que tem como proposta unir as mulheres no mundo digital. Ah, o nome tem um origem super interessante.  Ada Lovelace foi considerada a primeiras mulher a programar um computador na história, lá em 1800. Faz tempo, hein!  O site é mantido por Natasha Madov e Diana Assennato Botello.

Nós estamos permanentemente conectadas, com nossos computadores e nas redes sociais, mas não nos sentimos fazendo parte deste mundo”, diz a descrição no Facebook das garotas.

2-) InfoPreta

A iniciativa começou com uma mina que percebeu o racismo institucional sentado em cada mesa de entrevista para entrar no mercado, além de entender que pelo fato de não performar feminilidade teria dificuldades de ser contratada. Por isso, em 2015, ela começou a ideia de consertar laptops e fazer manutenção de hardware e software.

A ideia deu tão certo que hoje existem duas unidades e o InfoPreta é a “empresa precursora da diversidade no universo tecnológico. Primeira instituição feita por mulheres negras e minorias”, de acordo com a descrição nas redes sociais.  Atualmente o projeto faz assistência técnica, desenvolvimento digital, dá consultorias e possui um programa educacional.

3-) PrograMaria

Logo na descrição do projeto das meninas você já se depara com a seguinte pergunta: Por que existem tão poucas mulheres no campo da tecnologia? A partir daí, você já percebe que as garotas vieram para quebrar o sistema, literalmente!

O Programaria estimula que as mulheres tenham voz na programação.

“Para uma menina, o desafio de aprender a programar se inicia antes mesmo de tentar. Falta divulgação de exemplos que a inspirem e sobram estereótipos que reforçam a ideia de que a tecnologia é um campo exclusivo para homens. A imagem de um programador é sempre masculina, branca e com ares de gênio. E é muito difícil se imaginar fazendo algo quando ninguém como você está fazendo.”, ressaltam as garotas no site.

4-) Minas Programam

A programação está com tudo e é muito bom saber que isso só cresce. Ariana, Bárbara e Fernanda uniram toda capacidade das sagitarianas para desenvolver um trabalho bem interessante de incentivo à desigualdade de gênero.

Hoje mais duas minas fazem parte da organização também, de acordo com as informações no site.

“Quando pensamos no perfil de uma pessoa da área de exatas e tecnologia, quase sempre visualizamos um homem. Não há campos de atuação onde as mulheres estejam livres de machismo, mas no mercado de TI o predomínio masculino é latente. Mães e pais não sonham que suas filhas se tornem programadoras, tampouco as meninas encontram muitas referências femininas nas áreas de exatas”, elas contam.

5-) PyLadies Brazil

Python é considerada uma linguagem de alto nível, assim como as meninas do PyLadies. A programação é onde elas atuam e os encontros surgiram, vocês já sabem, porque o mercado é machista.

“Nossa missão é promover, educar e impulsionar a existência de uma comunidade Python diversificada através de sensibilização, educação, conferências, eventos e encontros sociais”, registram no Facebook.

6-) Reprograma

Elas entendem que a computação e o direcionamento profissional são essenciais para que a mulheres dominem seu lugar na área. É um curso que engloba:

  • Capacitar mulheres em programação front-end
  • Conhecimentos básicos de empreendedorismo e apoio profissional
  • Mentoria liderada por profissionais referência na indústria

“Queremos inspirar, empoderar e educar mulheres, por meio de conhecimentos de computação e ferramentas de capacitação profissional. É o nosso desejo que, ao final do programa, nossas alunas possam contribuir da melhor maneira para o setor tecnológico brasileiro, conquistando assim maiores possibilidades para acessar oportunidades profissionais nesse setor”, diz o site.

7-) Mulheres na computação

O blog com idealização de Camila Achutti deu certo incentivando mais minas no campo da tecnologia. Logo abaixo, no oitavo tópico, você vai saber mais sobre ela. 

“No meu primeiro dia de aula, quando me vi sozinha na sala de aula e voltei pra casa chorando por 3 horas, até me deparar com uma foto da primeira turma de ciência da computação do meu instituto e tinha 70% de mulheres. A minha missão era entender o que tinha acontecido e conseguir ajudar outras meninas a ter a vida transformada por tecnologia assim como a minha”, afirma o FAQ sobre o blog.

8-) MasterTech

Ela saiu na Forbes como uma das mulheres que se destacaram com menos de 30 anos na área de negócios em na área de Ciência, Tecnologia & Educação, Camila Achuti, é a cabeça por trás da startup que dá  aulas, workshops, cursos e programas para o dia a dia. Calma, é a mesma Camila ali de cima? É sim, a própria! Ela também escreve para as garotas que vão dominar o mundo.

“MasterTech é uma plataforma de educação de habilidades do século 21”, confirma a descrição.

9-) WoMakersCode – Tecnologia, Carreira e Protagonismo

Foi fundado em 2015, no interior do Rio Grande do Sul, que busca, claro, o protagonismo feminino.

“É um projeto livre, sem fins lucrativos, criado e mantido por voluntários, que almeja o empoderamento feminino, em especial na área de tecnologia. Empoderar é incentivar a participação, o aprendizado colaborativo e acima de tudo, dar voz às mulheres”, informa o site. 

10-) Girls In Tech

É uma organização sem fins lucrativos global focada no engajamento, educação e capacitação de meninas e mulheres apaixonadas pela tecnologia.

A iniciativa foi criada em 2007 e tem atuação no Brasil, além de outros 52 países.

 11-) Desprograme 

Mais uma das garotas da programação que desejam trazer mais diversidade para a área de tecnologia. São cursos e workshops voltados para o segmento.

“Quando entrei na faculdade de Análise e Desenvolvimento foi uma maravilha, adorava todas as aulas e todos os dias descobria que estava no caminho certo. No terceiro semestre da faculdade, um professor estilo tropa de elite, que colocava terror em todos os alunos, sem saber me incentivou a mudar meu destino. Como ninguém da faculdade tomava providências com relação às reclamações e eu já sabia programar, resolvi criar um blog para apoiar e passar informações da área de desenvolvimento aos meus colegas de sala, e neste momento nasceu o Desprograme. Hoje, além de blog, desenvolvemos atividades e cursos com foco em democratizar a programação. É um filho que amo de todo coração e faço dele ponte para que todas as mulheres mudem sua história, como foi comigo”, conta Cristina Luz no site.

13-) Women Dev Summit

Mulheres Desenvolvedoras e IT Pro – Arquitetas de Soluções comandam a proposta. É uma iniciativa que envolve as comunidades PHPWomen, Rails Girls, WoMakersCode, Desprograme e Arduladies. 

“Criamos um ambiente de imersão no que há de mais interessante na tecnologia, instigando-as a buscar aprender mais e mais, conectando-as à oportunidades e mostrando o quanto a tecnologia pode ser um sonho de carreira real, mostra o site.

14-) PHPWomenBR

São seis garotas que desejam mudar o cenário de PHP.

“Um grupo de mulheres desenvolvedoras, aspirantes e simpatizantes que buscam a disseminação de conhecimento e a criação de um ambiente acolhedor a todas e todos. Estamos presentes em eventos promovidos e apoiados pelo PHPSP, eventos associados à linguagem PHP e desenvolvimento de software”, descreve as informações no site. 

15-) Women Up Games

O console também é delas, tá? Vocês acharam que não ia ter mulher gamer por aqui… Erraram! O start das minas foi justamente pra que elas dessem o “hadouken” para aumentar o percentual de mulheres players, desenvolvedoras de games e jogadoras casuais.

“Somos uma organização, que por meio de eventos promovemos a inclusão de mulheres no mundo dos games. Nossa equipe é formada por pessoas que acreditam na causa através de voluntariado, revela a missão das mulheres.

*Colaboraram com a divulgação dos projetos os grupos de Facebook: Garotas No Poder – Vagas, Profissionais/Vagas Feministas e Das Minas – Rede Colaborativa Para Mulheres.

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Autor: Patrícia

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