A técnica oculta para passar o elástico no cós da bermuda sem perder a pontinha dentro do tecido
Guia prático para mães e pais realizarem o conserto de elásticos em roupas infantis com facilidade e acabamento perfeito
Manter o conforto das crianças durante o sono ou as brincadeiras exige que as roupas estejam sempre com o ajuste perfeito no corpo. Quando um elástico se solta ou perde a elasticidade em um pijama infantil, a peça acaba ficando inutilizada no fundo da gaveta, mas a solução para esse problema é muito mais simples do que parece e pode ser feita em poucos minutos com ferramentas básicas de costura doméstica.

Como preparar a peça para receber o novo elástico?
O primeiro passo para um reparo eficiente é garantir que a canaleta por onde o material irá passar esteja totalmente desobstruída e limpa. É comum que restos de elásticos antigos ou linhas soltas fiquem presos no interior do cós, o que pode dificultar a passagem da nova peça e causar calosidades desconfortáveis na cintura da criança, prejudicando o acabamento final do conserto.
Antes de iniciar a inserção, você deve medir a circunferência da cintura do seu filho para garantir que o ajuste não fique nem apertado demais e nem frouxo. Uma dica valiosa é cortar o elástico com cerca de dois a três centímetros a menos que a medida da cintura, garantindo assim que a pressão seja suficiente para segurar a bermuda sem marcar a pele sensível dos pequenos.
Qual é a melhor forma de passar o elástico na canaleta?
Para facilitar o deslizamento do material por dentro do tecido, o uso de um acessório auxiliar é indispensável para evitar que a ponta se perca no meio do caminho. Muitas mães utilizam um alfinete de segurança preso firmemente na extremidade do elástico, pois ele oferece a rigidez necessária para guiar o material através de toda a extensão do cós até que ele saia pelo outro lado.
No vídeo a seguir, você acompanha o passo a passo detalhado de como manusear essas ferramentas para obter um resultado profissional em casa. O conteúdo apresentado no canal Menino Costureiro do YouTube demonstra técnicas práticas de aplicação e finalização:
Após atravessar todo o compartimento, é fundamental segurar as duas pontas com firmeza para que nenhuma delas retorne para dentro do túnel de tecido acidentalmente. Para garantir a segurança total do reparo, siga estes passos fundamentais antes de fechar a abertura:- Sobreponha as pontas do elástico em pelo menos dois centímetros para criar uma base sólida de fixação.
- Utilize um alfinete de segurança para unir as partes temporariamente enquanto testa o ajuste no corpo da criança.
- Certifique-se de que o elástico não esteja torcido dentro da canaleta, o que evita volumes indesejados no pijama.
Como garantir que a costura de reforço seja resistente?
A durabilidade de um conserto em roupas infantis depende diretamente da qualidade da costura que une as extremidades do elástico, já que as crianças se movimentam intensamente. Uma costura de reforço em formato de quadrado ou em zigue-zague é a mais recomendada, pois distribui a tensão de forma uniforme e impede que o material se solte após algumas lavagens na máquina.
Depois de unir as pontas, puxe o tecido do cós para que o elástico se acomode naturalmente e o franzido fique bem distribuído por toda a volta da cintura. Para finalizar, basta fechar a pequena abertura por onde o passador entrou, preferencialmente com pontos invisíveis à mão ou uma costura reta bem rente à borda, deixando a peça pronta para o uso imediato.

Quais cuidados prolongam a vida útil do reparo?
Para que o elástico não perca a pressão rapidamente, evite utilizar o ferro de passar roupas diretamente sobre a área do cós, pois o calor excessivo danifica as fibras de borracha. Além disso, ao lavar as bermudas e pijamas, prefira ciclos de lavagem mais suaves, o que preserva a integridade da costura de reforço e mantém o ajuste confortável por muito mais tempo no dia a dia.
Existem alguns sinais claros de que o material precisa ser substituído ou ajustado novamente para garantir o bem-estar dos filhos:
- Presença de fios brancos esgarçados saindo pelas tramas do tecido do cós da bermuda.
- Perda visível da capacidade de retorno do tecido após ser esticado manualmente.
- Acúmulo de dobras permanentes no elástico que geram desconforto na região abdominal.