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Marca de roupas de Luciano Huck é acusada de racismo

Por: Maurício Thomaz

A marca de roupas Reserva, da qual Luciano Huck é sócio, causou polêmica com sua mais recente campanha. A grife carioca colocou manequins negros de cabeça para baixo na vitrine, com os pés amarrados por cordas, e agora está sendo acusada de racismo. Considerada ofensiva pelo público, a campanha foi montada no Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro.

Um usuário do Facebook publicou em sua conta uma foto, na qual diz que a empresa tem “mau gosto para montar vitrines e mandar mensagens”.

Reserva. Sempre um mau gosto pra montar vitrines e mandar mensagens.

Publicado por Douglas Soares em Segunda, 1 de fevereiro de 2016

Outro usuário comentou em uma publicação aleatória da marca no Facebook, e disse que “branco neste país está tão acostumado a tratar negros de forma desprezível que acham que seus atos são inocentes”.

Ao Extra, a marca afirmou que todos os manequins são pintados de preto e “colocados de cabeça para baixo em período de liquidação, não havendo qualquer intenção ou traço de racismo em sua estratégia de marketing”. Frente aos vários protestos nas redes sociais, a marca também se pronunciou no Facebook:

Confira abaixo a íntegra do posicionamento da Reserva:

“Em relação à Liquidação De Cabeça Para Baixo, a Reserva esclarece que:

1- Toda identidade visual da Reserva é preta e vermelha, sendo seus manequins na cor preta, há mais de nove anos. 

2- Como de costume, nos períodos de liquidação a marca transforma o visual da loja, colocando tudo de cabeça para baixo, incluindo o letreiro da fachada, manequins e peças expostas, não havendo qualquer intenção ou traço de racismo na estratégia de marketing.

3- Nossa política de compromisso com a igualdade de gêneros e raça é uma das bandeiras que carregamos com mais afinco. O que se pode conferir em ações sociais e de inclusão, como o Rebeldes com Causa, selo AR para o Afroreggae, marca 40076 – sem fins lucrativos – voltada para geração de renda para projetos sociais, filosofia de trabalho com licença-paternidade de um mês, concedida a todos os novos pais da empresa, sejam biológicos ou adotivos, heterossexuais ou homossexuais, mesma quantidade de funcionários homens e mulheres e com paridade salarial, contratação de pessoas com mais de 60 anos, entre outras ações.” 

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