Pirataria, internet e o futuro da música foram tema de mesa redonda na Campus Party

Por Maisa S. do blog oficial da Campus Party Brasil

Por: Redação

O funk carioca é famoso por sua ampla divulgação nas redes sociais e embasamento na pirataria. Na tarde de ontem, Sany Pitbull, MC Gi e Rodrigo Gorky discutiram, na Campus Party Brasil, temas como a questão autoral no sampling, o acesso à música e seu compartilhamento através da internet, o alcance e retorno comercial do funk no mercado e o futuro da música nesses tempos de transição.

Para Sany Pitbull, sampling não é roubo, mas uma homenagem ao autor. Rodrigo Gorky contou que uma vez encontrou um CD do Bonde do Rolê em um camelô, e achou o máximo. MC Gi acha muito bacana a volta do vinil, que considera uma coisa antiga e, ao mesmo tempo, nova.

Sob a mediação de Rafael Rocha, diretor de criação da Noize, os três concordam que a pirataria é a base do sample, mas que a ética deve estar sempre presente: os autores devem ser creditados, e deve-se estabelecer uma parceria entre compositor e DJ.

Todos foram unânimes ao criticar o ECAD e ao afirmar que a vida do músico, especialmente o funkeiro, no Brasil é difícil. Como o pagamento de direitos autorais é insuficiente, os DJs são obrigados a seguir trabalhando – ou atuar em novas frentes, como é o caso de Sany Pitbull, que atualmente, além dos shows, também faz trilhas para cinema e publicidade.

Unanimidade entre todos também é essa fase de transição pela qual a música está passando: acesso irrestrito proporcionado pela internet, pirataria, downloads e um novo paradigma em construção.

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