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As teorias da conspiração sobre facada em Bolsonaro

Nas redes sociais os seguidores de Bolsonaro criaram a campanha “Quem mandou matar Bolsonaro”?

Por: Gilberto Dimenstein

No último domingo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) cobrou a Polícia Federal sobre o resultado da investigação sobre a tentativa de assassinato a faca que sofreu durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).

Nas redes sociais os seguidores de Bolsonaro criaram a campanha “Quem mandou matar Bolsonaro”? O objetivo é mostrar que Adélio Bispo não teria agido sozinho, seria apenas uma peça de uma organização de esquerda. A PF investigou em profundidade e até agora não encontrou nenhuma evidência.

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Crédito: Reprodução / Twitter e Divulgação/Assessoria de Comunicação Organizacional do 2° BPMAdélio Bispo, que confessou ataque contra Bolsonaro, frequentou mesmo clube de tiros que os filhos do deputado

Já em parte da esquerda, persistem dúvidas sobre se a facada foi mesmo verdadeira e que tudo não passa de uma grande mentira.

Em sua coluna na Folha, Pablo Ortellado diz que direita e esquerda têm abraçado teorias da conspiração sobre o atentado que foi testemunhado por dezenas de pessoas e que está sendo investigado pelas instâncias policiais.

“Se a morte de Bolsonaro abre caminho político para a esquerda, então foi a esquerda quem planejou a morte. Ou, no outro lado: se Bolsonaro foi eleito com o auxílio da facada, então a facada foi dada para que pudesse ser eleito”, escreveu Pablo.

“As teorias são também crenças persistentes que não reconhecem evidências contrárias, mesmo as mais plausíveis”.

O próprio Bolsonaro estimula essa campanha, ao cobrar uma solução da PF i. Ele seus aliados fazem uma jogada de marketing em cima do atentado.

Também na Folha de hoje, Ranier Bragon abordou este tema. Segundo ele, o presidente conta com ajuda de uma “rede de peritos de YouTube, detetives de Twitter e inspetores de Facebook, que buscam é se valer da complacência dos ingênuos e desinformados para tentar tirar o máximo proveito político da situação”.

Um dos motivos:  “tentar tirar o foco de suspeitas bem mais conectadas com o mundo real”, como os casos Queiroz e o laranja do PSL.

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Tags: #bolsonaro