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Baianas da festa da ex-diretora da Vogue fazem queixa na polícia

Baianas que fizeram parte do receptivo da festa de Donata Meirelles, ex-diretora da Vogue, deram queixa na polícia por causa das ofensas que sofreram nas redes sociais.
A festa foi apontada como racista porque Donata estava sentada numa cadeira rodeada das baianas – a cena foi apontada, nas redes, como reprodução da escravidão.
As mulheres foram chamadas de “omissas e vendidas”.

A Folha colheu depoimento de Rita Ventura Santos.

“Estamos recebendo mensagens absurdas nas redes sociais. Chegaram até a perguntar quanto a gente cobrava para tomar chibatadas”, afirma Rita, que preside a associação das baianas de acarajé de Salvador.

Rita dos Santos também afirma que o compartilhamento das fotos das baianas que participaram da festa tem gerado constrangimento. Parte delas tem sido agredidas verbalmente em seus tabuleiros de acarajé.

A repercussão do caso fez com que as baianas perdessem dois outros contratos para trabalhos de receptivo. Os clientes temem que a presença das baianas nos eventos gerem repercussão negativa.

Rita dos Santos refuta a ideia de que o grupo tenha sido alvo de racismo durante o aniversário. “Quem quer criticar a festa, que critique. Mas não sou nenhuma criança para me sujeitar a qualquer papel que me rebaixe.”

Ela afirma que as baianas foram contratadas apenas para recepcionar os convidados. O objetivo era representar a diversidade cultural da Bahia –por isso foram escolhidas baianas jovens, idosas, negras, brancas, evangélicas e adeptas do candomblé.

“Quando ela [Donata] nos viu, começou a bater palmas para nós. E os convidados também nos aplaudiram. Uma das baianas a convidou para sentar na cadeira e aí foi feita aquela foto tão criticada”, afirma Rita.

Segundo Rita, as roupas para o evento foram escolhidas pelas próprias baianas e as cadeiras foram colocadas para que elas pudessem descansar.

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