Bolsonaro tira dinheiro da comida dos pobres e põe em sua publicidade

A a publicidade oficial não pode ser determinada por preferências do presidente

Por: Gilberto Dimenstein

Na semana passada, houve um remanejamento de R$ 171 milhões do orçamento do governo federal.

Maior favorecido: publicidade da Presidência, que ganhou 126% milhões.

Ou seja, 74%.

Segundo a revista Época, projetos de estímulo à produção de água e alimentos nas regiões rurais perdeu dinheiro –além da cultura.

Crédito: Reprodução Edir Macedo, Jair Bolsonaro e Silvio Santos em encontro no Palácio da Alvorada, que teve ainda a presença de familiares do bispo e do apresentador

Entre as áreas atingidas, estão “promoção e fomento à cultura brasileira”, “aquisição e distribuição de alimentos na agricultura familiar” e “apoio a tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos na zona rural”.

O Ministério do Desenvolvimento Regional teve R$ 45 milhões do orçamento cortado das áreas “apoio a sistemas de transporte público coletivo urbano” e “apoio à implantação, ampliação ou melhorias” de sistemas de esgoto em cidades com mais de 50 mil habitantes.

É um sinal da queda veloz de popularidade de Bolsonaro, segundo revelam diversas pesquisas.

Para reagir, ele está fazendo uma aliança com Record, SBT e RedeTV!, formando uma rede contra a TV Globo.

No dia 7 de setembro, as estrelas ao seu lado eram Edir Macedo e Silvio Santos –Marcelo Carvalho, da RedeTV também estava no evento.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.