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Dimenstein: Globo mostra a verdade sobre Bolsonaro e a previdência

Por: Gilberto Dimenstein

Duas colunas do O Globo mostraram o que considero ser a verdade sobre o papel de Jair Bolsonaro na reforma da previdência.
Quem, de fato, articulou a aprovação não foi Bolsonaro, mas o presidente da Cânara, Rodrigo Maia.

Ascânio Seleme:
“O grande vitorioso pela aprovação da reforma em primeiro turno é o deputado Rodrigo Maia. Não só pelo impressionante número de presentes na casa e de votos a favor, mas também pela articulação impecável ao longo de toda a tramitação. O presidente da Câmara superou todos os obstáculos interpostos, inclusive os criados pelas escaramuças com um dos filhos de Bolsonaro e pelo próprio presidente, que muitas vezes interferiu como se fosse um líder da oposição. Por isso, coube a ele o discurso da vitória. Um discurso que apostou na convivência dos políticos em meio a diferenças. Coube a ele os aplausos e a ovação do plenário, que só teve lotação desta qualidade na promulgação da Constituição de 1988 e nos impeachments de Collor e Dilma. Papel fundamental também teve o ministro Paulo Guedes. Embora não tenha emplacado a ideia da capitalização, seu discurso missionário ajudou muito a consolidar no espírito dos parlamentares a importância fundamental da reforma. Ao presidente Bolsonaro coube um papel secundário. Mas, enfim, foi em seu governo que a reforma andou. E a Bolsonaro, portanto, não se pode negar este mérito.” (Globo)

Míriam Leitão: “O Brasil está dividido entre quem defende corporações e quem não as defende. A divisão nunca foi entre esquerda e direita. O presidente trabalha para tirar da reforma os agentes de segurança da União. Já no plenário, o deputado Marcelo Freixo acusou o governo de estar contra os policiais. Nesse debate, as corporações têm ao lado delas tanto Bolsonaro quanto Freixo. No momento decisivo é quando os reais compromissos são testados. Durante a tramitação da reforma os discursos eram a favor dos mais pobres, mas a elite do funcionalismo foi beneficiada com mais concessões.” (Globo)

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.