CORONAVÍRUS
Loading...
Últimas notícias e tudo que você precisa saberAtualizando informações
Infectados-
Mortes-
Recuperados-

Dimenstein: não chamei Joice Hasselmann de maconheira. Fiz muito pior

Escrevi é que ela é uma jornalista pilantra, desonesta e sem caráter

Por: Gilberto Dimenstein

Está correndo nas redes sociais uma interpretação errada de um texto que escrevi sobre a deputada Joice Hasselmann: a de que eu a teria chamado de “maconheira”.

Não foi o que escrevi.

Fiz muito pior: o que eu, de fato, escrevi é que ela é uma jornalista pilantra, desonesta e sem caráter.

E provei.

A própria Joice, num sinal de histeria ou déficit cognitivo, ajudou a espalhar essa versão, reagindo furiosa:

Só usei um truque de texto, usando a maconha para mostrar sua desonestidade.

Não uso nenhuma droga. Não bebo e não fumo.

Mas, em essência, sou contra qualquer abuso.

Abuso de açúcar, de sal, de bebida, de comida, de sol na pele.

Usar moderadamente maconha, na idade adulta, não é mais perigoso do que beber moderadamente.

Como sabemos, o álcool causa no Brasil muitos mais problemas do que a maconha.

Eu até celebro as descobertas do uso medicinal da maconha, comprovados cientificamente.

Leiam agora o artigo que escrevi:

Joice Hasselmann diz que sou comunista; e se afirmasse que ela é maconheira?

Suponhamos que eu escrevesse aqui de forma categórica: Joice Hasselmann é maconheira.

E ainda mostrasse essa foto acima, tentando dar um ar de verdade à acusação.

Mas sem apresentar uma única prova.

O que vocês diriam?

Diriam (e com razão) que sou um jornalista irresponsável –um pilantra profissional.

Suponhamos mais: ofendida (e com razão) Joice pedisse algum indício para sustentar minha acusação.

Não provo nada.

E, para completar, não desminto.

É exatamente essa atitude que a deputada está, neste momento, tendo comigo.

Ela me chamou de ativista comunista.

Tenho horror ao comunismo –como tenho horror a qualquer ditadura.

É uma negação de tudo o que defendo: democracia com economia de mercado, compensada com investimentos sociais.

Minha vida sempre foi defender direitos humanos.

Pedi a Joice que mostrasse um único indício de que sou comunista.

Não seria difícil achar: um artigo, por exemplo.

Apenas isso, um artigo.

Preferiu manter o que disse.

O que é uma pilantragem.

Até entendo que não é fácil pedir ética de uma jornalista condenada pelo conselho de ética do Sindicato do Paraná por ter plagiado dezenas de reportagens.

Ou que tenha sido condenada por usar clandestinamente a marca da Veja.

Mas posso garantir ser menos improvável Joice fumar maconha do que eu ser comunista.

Aliás, no caso dela até pode ter um uso medicinal.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.