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E se Jean Wyllys não estiver mentindo sobre Carlos Bolsonaro?

Ex-deputado manda filho do presidente sair do armário e ser uma ‘bicha orgulhosa’

Por: Gilberto Dimenstein

“O filho do presidente teve todas as chances e meios de enfrentar a homofobia do pai e ser uma bicha como eu sou –-orgulhosa de mim, inteligente, ativista e honrada, disposta a lutar por justiça social-– mas optou por ser essa vergonhosa fábrica de fake news homofóbicas”, escreveu Jean Wyllys.

Se Jean Wyllys não estiver mentindo, estamos diante de um problema psicologicamente delicado – e talvez ajude a entender a complexa relação de pai e filho.

Basta ver essas três frases de Jair Bolsonaro

“Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí (2011)

“O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro ele muda o comportamento dele. Tá certo? Já ouvi de alguns aqui, olha, ainda bem que levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” (Em programa da TV Câmara em novembro de 2010).

“Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater” (Em entrevista sobre uma foto do ex-presidente FHC ter posado em foto com a bandeira gay e defendido a união civil, em maio de 2002).

Não parece –muito pelo contrário– que Jair Bolsonaro rejeite o filho.

É o filho que tem a maior influência no governo. Até indevida.

O que Carlos teve de fazer para se adaptar aos olhos do pai, caso seja mesmo gay?

Quanto ele se sentiu rejeitado?

E quanto o pai teve de se adaptar para aceitar o filho?

O fato é o seguinte: se Jean Wyllys estiver certo, a relação de pai e filho é doentia.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.